Crise? Que crise?

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Queridos leitores. Nasci para ser patricinha. Minto, não é bem por aí, mas a minha vida foi um mar de rosas até os meus 19 anos, mas nunca tive moleza, porque a minha mãe nunca deixou. Sempre soube lavar e passar roupa, arrumar a casa, enfim, tudo! A única coisa que ela nunca permitiu é que eu cozinhasse. O motivo é que ela sofria de TOC e não confiava nas minhas mãos cheias de impurezas. Ela nunca disse isso, mas depois é que eu fui entender.
Até que a vida mudou e fomos obrigados a tomar uma série de medidas super severas. Então eu, menininha Zona Sul, como também meu irmão (17 anos), estávamos lutando para pagar as contas em dia. Nunca pagamos nada com atraso.
Dessa forma, o ano de 1973 era: trabalhar de tarde, dar aulas particulares às segundas, quartas e sextas pela manhã, às terças e quintas, estudar na Aliança Francesa de manhã (meu único luxo, com bolsa parcial).
Aos sábados pela manhã, eu dava aula de Francês (na época em que eu ainda entendia alguma coisa) e esse era o único dinheiro que eu ficava só para mim.
De segunda a sexta de noite, sábado de tarde e domingo pela manhã, eu estudava (também com bolsa parcial). Eu só tinha os sábados à noite e as tardes de domingo para não fazer nada. Namorado? NEM PENSAR!
Yvonne, por qual motivo essa conversa? Está querendo se exibir? NEM PENSAR, de novo.
Estamos vivendo uma crise no nosso país. Causa-me estranheza alguém achar que isso é conversa fiada da poderosa mídia, mas eu corri atrás. Felizmente isso não durou muito tempo, porque nunca deixei de investir na minha educação. Abri mão de beijos na boca e preferi saber que um mais um é igual a dois. Simples assim.
Então crianças, corram atrás.

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