Como vemos alguns estrangeiros por aqui

Foto: Revista Época (Arquivo Google)

Amigos, é impressionante como as pessoas confundem alhos com bugalhos. Se eu tive um sério problema com um equatoriano, isso não significa que todo mundo que nasce no Equador é canalha. Isso foi só um exemplo, tá? Hoje em dia temos que deixar tudo bem explicadinho para não ter problemas mais tarde.
Pois bem, uma moça me contou que os nazistas destruíram diversos vinhedos franceses só de brincadeirinha. Isso nunca aconteceu. Devem ter feito isso com alguém que acobertou ou era resistente. E eu posso afirmar isso, porque li um livro que fala exatamente sobre o assunto “Vinhos franceses na época da guerra”. Os vinicultores sofreram sim, mas porque tinham que dar parte da produção para os alemães.
Comentaram ainda que todos os franceses são grosseiros, mal educados e esnobes. É, existem franceses grosseiros, mal educados e esnobes, mas todos eles? Bem, essa mágoa da moça é porque os franceses, mesmo que saibam falar inglês, simplesmente ignoram turistas falando essa língua. É verdade, eles têm mais paciência com quem fala um dialeto lá do Nepal. Mas, pergunto de novo: todos eles? Essa rixa vem desde a Idade Média.
Agora vou defender os alemães. Meus avós e algumas pessoas idosas que eu conheci comentaram que os franceses foram mais humilhados pelos americanos em tempos de paz do que pelos nazistas durante a guerra. Tirando as atrocidades cometidas e que todo mundo já conhece, os alemães tinham educação, já os americanos não. Bebiam vinho no gargalo, botavam os pés em cima da mesa e comentavam que os franceses só estavam livres, por causa dos americanos, o que não deixa de ser verdade, mas em parte.
Mas daí fica a pergunta: a opinião dos meus avós e de alguns franceses que conheci reflete o que todo francês pensa? Outra pergunta: será que não tinha um alemão mal educado? Uma coisa é o militar alemão, outra completamente diferente é o soldado da SS.
Enfim, quando leio generalizações do tipo, mais confiante fico que o melhor caminho sempre é o do meio, como disse Buda. E isso vale para o Brasil de hoje também.

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