Cloroquina: sim ou não?

Amigos, não sou médica e nunca me interessei por absolutamente nada que diga respeito ao corpo humano. Então vou dar o meu pitaco, já que agora todo mundo entende de saúde.

Conheço duas pessoas que tomaram cloroquina bem no início da doença e se deram bem. OK, palmas para esse remédio.

Por outro lado conheço outra que tem lúpus e mesmo antes de começar essa pandemia começou a ter problemas de visão. O seu médico disse que era um dos efeitos colaterais. Vejam bem, esse remédio é um dos indicados para essa doença.

Alguma pessoa com um pingo de lucidez vai deixar de tomar um remédio que possa ser curada só para fazer birra com o presidente? Eu não vou. Se me mandarem comer merda, eu comerei com prazer.

O problema não é o sucesso ou o perigo de um medicamento. A questão é se esse remédio é totalmente seguro para todas as pessoas. Então, façamos testes não só com a cloroquina, como também com outros remédios.

Lembrem-se que a cocaína já foi indicada no início do século passado para cura de doenças.

Lembrem-se também que existem milhares de pessoas nos States viciadas em analgésicos (até hoje não entendo isso).

Lembrem-se (desculpem o tanto de lembrem-se) que a maconha, droga bicho-papão, é receitada para doentes com câncer lá nos States e o seu extrato, que não vicia, está curando uma série de doenças, principalmente a epilepsia. Somente há pouco tempo a ANVISA autorizou o uso desse medicamento no Brasil.

Enfim, se a morte é certa tudo vale a pena, mas com critério.

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