17 de junho de 2026
Vera Vaia

Queima Quengaral!

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Essa expressão nordestina, mais precisamente cearense, teria surgido durante um incêndio em um prostíbulo de Fortaleza. Era repetida em coro pelas mulheres que, do lado de fora, apreciavam o espetáculo, adorando ver o parquinho de diversão de seus maridos ardendo em chamas.

A partir daí surgiu a expressão “queima cabaré”, que, em outras palavras, quer dizer tô nem aí, que sephoda.

Nas redes sociais desta semana essas duas expressões ganharam força nos comentários dos internautas sobre o bafafá que tá rolando entre a ex-deputada Joice Hasselmann e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro!

A torcida pra ver o circo pegar fogo tá grande. É podridão voando pra tudo quanto é lado, e a plateia do lado de fora entoando um ‘queima quengaral!’ com entusiasmo.

Joice, num podcast, botou a boca no trombone, pra todo mundo ouvir em alto e estridente som, que Michelle é uma farsa. E arrematou chamando a bem-prendada ex-primeira-dama de “amante”: “…eu a conheço pessoalmente. Ela não é nada daquilo, aquela mocinha santinha que vai lá pregar.

A Michelle é um horror, de baixíssimo nível, vem de uma família de baixíssimo nível, né? A mãe processada, a avó presa por tráfico, tios presos, ela mesma teve um caso com Bolsonaro quando Bolsonaro ainda era casado. Então, a crentinha era amante de Bolsonaro… Antes disso ela teve um caso com um homem casado e engravidou da primeira filha, que ela escondeu durante a campanha.”

E foi além, dizendo que, em Brasília, todo mundo sabe quem ela é, que tem um linguajar chulo, que é mal-educada, mas não grosseira como Jair (enfim um predicado), e por aí vai.

Quando a coisa pegou, a ex-primeira-dama da noite resolveu meter um processo na ex-deputada por danos morais, em que pede também a retirada do vídeo onde é chamada de amante de Bolsonaro.

Ao saber do processo lá em Paris, Joice se animou ainda mais e publicou em sua página do XTwitter, que “Micheque” pode vir quente que ela está fervendo. Que está disposta a abrir a “caixa de ferramentas sobre a santa do pau oco”, e que ainda tem muita verdade a ser dita: “Quando digo que a família Bolsonaro é uma quadrilha eu me refiro também a essa caloteira”.

A briga promete, e, pelo gabarito dos envolvidos, os próximos capítulos deverão ser exibidos em programas do tipo “Casos de Família”, onde toda roupa suja é lavada em público.

E, ao que parece, ainda tem muita roupa suja pra encher os cestos.

Vera Vaia

Mãe de filha única, de quatro gatos e avó de uma lindeza. Professora de formação e jornalista de coração. Casada com jornalista, trabalhou em vários jornais de Jundiaí, cidade onde mora.

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Mãe de filha única, de quatro gatos e avó de uma lindeza. Professora de formação e jornalista de coração. Casada com jornalista, trabalhou em vários jornais de Jundiaí, cidade onde mora.

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