Toma-ali-dá-aqui!

“No meu governo não vai ter o toma-lå-dá-cá”. Quizz da semana: Quem falou isso?

Foi o então candidato à presidência da República Jair Bolsonaro, ou foi o humorista Marcelo Adnet travestido de Bolsonaro?

Tanto faz! A diferença é que na voz de Adnet a frase soa como piada. Na voz de Bolsonaro soa como enganação.

A comprovação de que a frase de efeito que pode ter levado muita gente a votar nele na época hoje virou um pesadelo pra quem acreditou que isso não existiria nesse governo.

Só pra ficar diferente, poderiam chamar de toma-ali-dá-aqui essa negociata que o presidente está fazendo com gente da pior espécie que existe no cenário político.

Ir se encostar no madaleno arrependido Roberto Jefferson (PTB) ou no Valdemar da Costa Neto (PL), mais sujo que pau de galinheiro nos imbróglios do mensalão, petrolão, filé minhão, e outros ão, é o q chamam na linguagem popular de estar dando o “seu bem mais precioso” (já que é assumidamente macho) para o diabo.

Isso só para citar dois nomes. Outros sujinhos estão no pedaço que envolve esse topa-tudo-por-votos no Congresso, mas vamos citar só os dois mais famosos e que estamparam páginas e mais páginas policiais ao longo de suas carreiras políticas.

Roberto Jefferson deverá ganhar o Ministério do Trabalho (terá de ser recriado) e o Valdemar da Costa Neto vai finalmente ter um banco pra chamar de seu: o Banco do Nordeste. Ô, Glória!

A coisa degringolou tanto que até provocou os melhores instintos de Fernando Collor. E no dia 22/4 publicou em sua página do Twitter: “Cabe ao presidente da República unificar o País. Mas o que estamos vendo é a divisão entre pessoas, famílias e amigos. Isso é muito ruim. O problema é grave e de consequências imprevisíveis. Experiência não se transfere: se transmite. Eu já vi esse filme e não foi bom.”

Mas para Jair Bolsonaro não deverá ser problema se unir a esse tipo de gente, já que, enquanto deputado, andou de braços dados com o PT de Luiz Inácio da Silva, que fazia oposição aos governos anteriores.

Bom, esse assunto não me diz respeito. Quem criou Matheus que o embale!

Então passemos para outro. Vamos falar da entrevista coletiva da Saúde que era pra ser da Saúde, com um ministro que era pra ser ministro.

O que apareceu por lá foi um boneco de ventríloquo que repetiu as mesmíssimas palavras do dia da sua posse. Mas dá até para entender. Afinal, em menos de uma semana ele não teria tido a chance da se familiarizar com um tal coronavírus que anda solto por aí.

Então o destaque ficou com o ministro-chefe da Secretaria de Governo, general Luíz Eduardo Ramos, que reclamou da “maciça divulgação de fatos negativos” pela imprensa. Que “noticiário não é só caixão, corpo”.

O que o senhor sugere em época de pandemia, general? A divulgação de uma festa com um monte de gente linda, toda produzida, na Ilha de Caras?

E por falar em falar besteira, outro que “brilhou” nesta semana foi o ilustre chanceler Ernesto Araújo.

Escreveu em seu blog pessoal um texto intitulado “Comunavirus”, inspirado no livro “Vírus” do filósofo esloveno Slavoj Žižek, que está provocando o maior tititi ao redor do mundo, dado o tamanho da imbecilidade da tese que ele propõe. Até esse cara de nome esquisito contestou. Disse que o chanceler entendeu tudo errado.

Na teoria conspiratória dos terraplanistas de plantão, a Organização Mundial da Saúde – OMS – usa a pandemia de coronavírus para implementar o comunismo no mundo.

Gente! Nosso chanceler deve estar fumando pedra de cloroquina pra sair espalhando isso por aí sem ficar vermelho (ops! ) de vergonha.

Isso não se faz, Ernesto!

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