Tá com pulga na cueca!

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Preso há um ano, o ex-vereador e ex-petista, Alexandre Romano, vulgo Chambinho, agora resolveu abrir o bico e deu todo o serviço sobre o deputado Federal pelo PT do Ceará, José Guimarães.
Ambos são acusados de corrupção passiva e de lavagem de dinheiro, e nessa semana o Procurador Geral da República, Rodrigo Janot denunciou o deputado ao STF por esse crimes.
Ambos estão envolvidos no caso do contrato milionário entre a Engevix e o Banco do Nordeste do Brasil. Como funcionou? Assim, ó: a Engevix era responsável pela implantação de usina eólica na Bahia. O banco por sua vez teria de soltar a grana, a bagatela de R$ 260 milhões. O lobista Alexandre Romano precisava garantir o contrato, mas para isso apelou para um pistolão político, no caso o deputado José Guimarães. Romano recebeu 1 milhão pelo seu empenho na facilitação do contrato. O deputado, recebeu uma porcentagem sobre isso: exatos R$ 97.761,00. Estranho esse cálculo, não? Se a “comissão” fosse de 10%, ele teria recebido cem mil redondos. Será que descontaram a taxa de entrega do motoboy? Sei lá! Dificil saber a matemática dos corruptos.
É claro que o nobre deputado nega veementemente as acusações. Através de nota divulgada ele diz: “tenho a consciência (consciência? ) tranquila de que nunca me beneficiei de recurso público, razão pela qual manifesto meu repúdio a todas as acusações”. Que nunca praticou “ato impróprio” e blá, blá, blá e ainda rebate dizendo que “essa acusação é oriunda de um personagem sem credibilidade”. Ói quem fala!
Para quem não lembra, José Guimarães, foi assessor de Dilma Rousseff, e é irmão do ex-deputado dodói, condenado pelo mensalão, José Genoíno. Como se isso não bastasse ele também esteve envolvido no caso dos dólares na cueca. Seu assessor na época, em 2005, José Adalberto Vieira da Silva, foi pego no aeroporto de Congonhas, quando faria uma viagem de São Paulo a Fortaleza, com mais de duzentos mil dólares numa maleta de mão, e outros US$ 100 mil na cueca. Segundo o Ministério Público, esse era dinheiro de propina recebido por intermediações de contratos, e seria levado direto para o deputado.
Agora Janot pede que José Guimarães seja condenado e que perca o mandato parlamentar. Além disso quer que os dois, José Guimarães e Alexandre Romano devolvam R$ 1 milhão aos cofres públicos, pelos desvios praticados e que também sejam condenados a uma indenização de mais de um milhão por danos materiais e morais.
Felizmente essa quadrilha é especializada em lavagem de dinheiro. Nesse caso específico, é bom que a “lavagem” seja levada ao pé da letra. Se o dinheiro que estava na cueca, voltar a circular,  que seja lavado com desinfetante, sabão em pó de ótima qualidade e um amaciante bem perfumado!

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