Rreforma Ortográfica!

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Tinha um amigo nosso, grande matemático, que defendia a tese de que as palavras deveriam ser escritas como são faladas. Cada letra com seu devido som, no seu devido lugar.
O ESSE seria usado nos plurais e nas palavras que exigissem a sua presença. No verbo Estar, por exemplo.
O AGÁ só deveria ser empregado do ladinho do N ou do L. Começar palavra com H, jamais! Porque temos de escrever Hoje com agá, se Ontem é sem agá? Perguntava ele.
O X só poderia ser usado na matemática como sinal de vezes ou no lugar do CH.
O CÊ estaria em todas as palavras em que o ESSE, malandramente ocupasse seu lugar.
E o ESSE querendo se passar por ZÊ, então? Pra ele era um acinte!
Os sinais todos, por ele, poderiam ser abolidos. “Não vivemos bem comendo linguiça sem trema? Então porque usar?”
Baseados nessa tese vamos ver como ficaria uma historieta contada por ele.
Kuando eu era  pekeno, morava numa kaza klara e arejada. Meu jardim era rrepleto de jerâneos.
Perto de  kaza, avia um boske onde os bixos dividiam espaço com as peçoas.
Tinha bixo preguiça (sem ifen) pendurado no tronco das árvores, os peçonhentos como kobras e eskorpiões, os  címios pulando de galho em galho e tinha também muitas aves. Eu paçava o tempo obicervando os çanhaços azuis se lambuzando com as pitangas da pitangueira xeia de frutinhas.
A  rrua era povoada por caxorros de todas as raças. Bacê Raunde, Boquicer, Rotivailer, viralata…
A criançada cê divertia com brinkadeiras como corrida do çako e outras.
Os adultos ficavam centados em kadeiras nas  calçadas converçando sobre todos os açuntos.
Lá a vida era alegre e pakata.
Ele sempre dizia: “Cê a noça língua foce acim, certamente os estudantes não cometeriam erros craços nos ezames de redação!”
Verdade, Mike! E certamente,  também teria ajudado o corinthiano Vicente Matheus, a colaborar com a esposa, dona Marlene a preencher o cheque de R$ 60,00.
60 é com um esse ou dois?
Ah, sei lá. Faz dois de trinta e pronto!
PS-  Oje me vinguei desse maldito corretor que já me fez paçar muita vergonha.

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