Panos pras Mangas!


Não tem uma semana sequer em que os nossos políticos passem batido no quesito “cala a boca, Magda”.
E, desta vez, quem subiu ao pódio das babaquices expelidas nos últimos dias foi a ministra da Agricultura, Tereza Cristina Corrêa da Costa Dias.
Durante uma sessão da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, no último dia 9 na Câmara dos Deputados, a ministra afirmou que o brasileiro não passa muita fome porque há muitas mangueiras no país!
A frase nos remete àquela já manjada, atribuída falsamente à arquiduquesa da Áustria e rainha consorte (nem tanto, senão não teria ido pra guilhotina. 😂), Maria Antonieta. Ela teria dito “Qu’ils mangent de la brioche”, quando soube que os camponeses não tinham pão para comer. (Para bom entendedor, “que comam brioche” é o mesmo que f*dam-se!).
Mas não é o caso dos brasileiros. Quem não tem mangueira no quintal pode muito bem ir a um supermercado e escolher entre a manga Rosa, a Palmer, a Tommy ou a Haden, se sua situação financeira permitir. Para os menos abastados, ainda resta a opção de poder comprar a manga Espada ou ir catar Coquinho.
Nesse mesmo evento, a ministra tentou justificar os critérios usados para a liberação de agrotóxicos, que ela chama carinhosamente de “remédio para as plantas”, dizendo que eles não são nocivos à saúde desde que bem aplicados. Que a contaminação só ocorre porque o agricultor fuma, isso mesmo, fuma, enquanto aplica o veneno.
É pá ri o pá chorá?
Mais uma, e essa não é pá ri, mas pá chorá, e muito. O ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, classificou como “lamentável incidente” a morte do músico Evaldo dos Santos Rosa, que teve seu carro metralhado semana passada no Rio de Janeiro.
Incidente com 80 disparos? Que tiro foi esse, seu ministro?
Em que dicionário Fernando Azevedo se baseou para usar essa palavra? No meu, incidente significa um acontecimento de caráter acessório, secundário, inesperado, imprevisto, incidental…
A outra veio dele, o Ernesto Araújo. Desta vez, não pelo que falou, mas pelo que fez!
Ele removeu o embaixador Sérgio Amaral de Washinton para um escritório de representação do Itamaraty em São Paulo. Até aí tudo bem, ele está trocando todos os embaixadores porque aqui estão reclamando que a imagem do presidente não anda muito boa lá nos entranja (por que seria?) e também porque além de Amaral ter servido ao PSDB todos esses tempos, ele é muito qualificado: advogado, diplomata, professor universitário e já foi ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior do Brasil.
Estão, no momento, procurando alguém com pensamentos ideológicos mais próximos ao do governo atual, e aí, claro, surgiu o nome do astrólogo (ele se diz filósofo, mas há controvérsias), Olavo de Carvalho.
Se isso realmente acontecer temos de esperar e rezar para que ele entenda que a diplomacia, como o próprio nome diz, não vai permitir que insira nas conversas de negociações com os estrangeiros, seu vocábulo preferido de duas letras, que começa c e termina com u!

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