Há chance?

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“A cena do menino português consolando o torcedor francês, me fez, por um momento, voltar a acreditar no ser humano. Mas já passou”.
Eu soltei essa frase no Twitter e no Facebook quando vi aquele torcedorzinho português, tão terno, abraçando o torcedor em prantos.
Nos comentários, apareceu gente que não acreditou na espontaneidade do momento. Que parecia que o menino olhava para um “diretor de cena”.
Nos outros, quase que na maioria, as pessoas pareciam otimistas quanto ao futuro. Que esse podia ser um sinal de que o mundo ainda pode melhorar.
Sinceramente, acho difícil. Basta abrir um jornal ou assistir a um noticiário, para que o  otimismo, quando há algum, desapareça totalmente.
Quase que todos os dias vemos ataques a aeroportos, supermercados, restaurantes, lugares públicos, com milhares de inocentes mortos, em nome de Deus!
“Meodeus”! Que Deus seria esse que aprovaria esses massacres?
Numa prática que também vem se tornando rotina, sempre tem um insano que entra numa escola e mata crianças e professores e depois se mata. O que leva um ser a fazer isso?
Ah, mas o comércio livre de armas colabora com isso, argumentam alguns.
É como se um louco desses estivesse em casa e na falta do que fazer, pensa: vou até a lojinha da esquina comprar uma pistola e matar umas pessoas.
Desarmar a população não vai impedir que assassinos em potencial saiam matando. Basta ler as notícias daqui do Brasil pra saber que nossos bandidos estão equipados até os dentes, com armas tão poderosas que poderiam abater um avião. Compraram onde? Na loja do bairro?
E os noias, menores inclusive, e muitos, que atiram e matam suas vítimas e ainda, quando presos ou aprendidos, têm a coragem de dar entrevista dizendo que o “cara vacilou. Ele não tinha que reagir”. Quer dizer que o assaltado morreu porque mereceu?
E as notícias não param por aí. Uma mais cabeluda que a outra.
Por isso, o descrédito no ser humano.
Quando se viraliza  uma imagem de solidariedade e de ternura, é porque esse mundinho está mesmo virado de cabeça para baixo.
Isso não deveria ser notícia. Deveria ser um fato corriqueiro.
Se a cena foi espontânea ou não, não sabemos, mas podemos pensar sobre isso.
Naquele momento eu achei bonito ver o torcedorzinho abraçando o vice chorão. Mesmo porque ele não era Corintiano. (He, he! Brincadeirinha de Palmeirense roxa). Desculpa aí!

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