Com a Morte não se Brinca!


Não mesmo! Com a morte não se brinca de jeito nenhum.

Mas tem gente que insiste em desafiar o calendário da data marcada para cada um e atentar contra vidas ainda a serem vividas.

A morte do menino Henry Borel é de uma maldade tão grande que quase não consigo comentar. Doutor Jairinho, o vereador carioca que até quarta-feira estava escalado para comandar a Comissão de Ética da Câmara Municipal do Rio de Janeiro (é possível isso? Ele já era suspeito), torturou e matou uma criança de apenas quatro anos. Parece que em parceria com a mãe do garoto, Monique Medeiros,

A frieza com que enfrentaram a impressa e a polícia até esta quinta-feira, quando foram presos, é de espantar. No dia seguinte ao da morte do menino, Monique foi a um salão de beleza para fazer escova, pé e mão. Como pode?

Não dá mais pra falar sobre esse assunto sem passar mal, por isso vou parar por aqui com meus mais sinceros votos de que esse monstro encontre uma “cabeleireira” na prisão que lhe arranque todos os fios de cabelo. De preferência com pinça! Maldade minha? Pode ser. Então retiro o que disse e peço que a Justiça aplique a mais dura pena aos dois, em especial a ela, que sabia e nada fez para impedir, embora ache pouco. Sabemos que nossas leis são mãezonas e vão acabar permitindo sua “saidinha” de Dia das Mães.

E nesta semana apareceu mais gente querendo brincar com a morte.

Primeiro foi o ministro do STF, o Kassio Konká, que resolveu liberar geral o culto para quem estiver disposto a falar com Deus tête-à-tête.

Foi uma grita geral. O representante do presidente da República junto ao Supremo decidiu que os fiéis não podem ser tolhidos da liberdade de praticar a fé ao vivo e a cores dentro de um templo, mesmo que seja no auge da pandemia.

Tirando os alisadores de saco do Jair Bolsonaro, todo mundo caiu de pau nessa decisão. Se o povo não pode ir a um jogo de futebol, a um cinema, a um restaurante ou até mesmo a uma festinha em família, por que poderia aglomerar num templo? A resposta dada por vários comentaristas é que alguns líderes religiosos sentiriam no bolso a ausência dos fiéis. Para eles, templo é dinheiro!

Enquanto o Supremo discutia a constitucionalidade da decisão, já com o voto contrário à abertura dos cultos de Gilmar Mendes, o agora advogado-geral da União, Jim Jones, digo, André Mendonça se manifestou e disse: “Cristãos estão dispostos a morrer pela liberdade”.

Sério isso, seu Mendonça? O senhor entrevistou os fiéis ou falou só pra agradar a chefia? Afinal, vai ter uma vaga a ser preenchida no STF e quem se apresentar como o mais “terrivelmente evangélico” pode ficar com ela. Se for por aí, é jogo sujo, mas, como o país se encontra com alta taxa de desemprego, cada um corre atrás do seu como manda sua consciência.

Para se justificar, citou trechos da Bíblia, como o da fala de Jesus relatada por Mateus: “Onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles” (Talvez ele não saiba mas tem um pulo grande entre dois ou três para 200 ou 300, que é a média de frequentadores desses templos grandes.)

E, em nome do puxa-saquismo, o advogado-geral da União concluiu sua intervenção no caso: “Deus tenha piedade de nós”.

A gente que o diga! Peça também aqui pra nós, Mendonça! Estamos precisando. E muito!

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