Codinome Molha a Mão!

veraFoto: Arquivo Google

Mais uma semana cheia de acontecimentos que deram o que falar.
Teve a turma do “Fora Temer” agitando nas ruas e nas mídias sociais com direito a vandalismo e tudo. Mas como o presidente é da turma do “daqui não saio e daqui ninguém me tira”, ficou tudo como estava antes.
Houve mais uma denúncia do MP contra Lula, e companhia bela, por corrupção passiva e mais uma vez ele tirou da reta. O apartamento não é dele, o terreno não é do Instituto Lula, a mulher não é dele… péra!
Teve a malfadada votação do pacote contra a corrupção desfigurado na Câmara dos Deputados, que chegou ao Senado e apesar da insistência de Renan Calheiros, não foi votado em regime de urgência, como queria ele. E para evitar que isso pudesse acontecer na calada da noite, o deputado Eduardo Bolsonaro pediu ajuda ao STF. No Supremo, o Ministro Luiz Fux entendeu que estava tudo errado e cancelou a votação anterior. Isso gerou revolta dos contrários à decisão, com o argumento de que os nobres deputados e senadores estariam sendo desautorizados publicamente.
Teve também a educadíssima entrevista do seu Calheiros, soltando os cachorros sobre o Ministério Público, acusando-o de estar “fazendo politicagem” e que as denúncias contra ele, Renan, eram denúncias “feitas nas coxas”.
Fora isso, na pauta das votações, tem também a importante decisão  sobre o fim da aposentadoria do trabalhador (essa deve ficar pro ano que vem), ou quase isso, já que o pacote prevê que todo brasileiro e toda brasileira só pode aposentar com 65 anos de idade, no mínimo. Não mencionaram se no pacote da Reforma da Previdência está incluída uma cláusula que determina o fim da ladroeira lá dentro. Mas parece que não. Afinal é muito mais fácil acabar com o contribuinte antes de ele se tornar um beneficiário, do que acabar com as quadrilhas organizadas responsáveis pelos milhões já desviados da instituição, némes?
Mas pelo menos um fato acontecido na semana, foi muito divertido. Estou rindo até agora dos codinomes dados aos políticos envolvidos na operação Lava Jato.
Devo concordar que os funcionários da Proprina’s Office da Odebrecht são muito criativos.
Fico imaginando como seria o dia de pagamento de propinas dentro do escritório: você já mandou os trezentinhos do MISSA (José Carlos Aleluia do DEM-BA)? E o MOLEZA (Juthay Magalhães Júnior)  já recebeu os R$ 350 mil? Ei, não se esqueça dos R$ 500 mil do FERRARI (Delcídio do Amaral). Paga também R$ 300 mil pro MISERICÓRDIA (Antonio Brito do PSD da Bahia) e mais outro tanto pro KIMONO (Artur Virgílio, prefeito de Manaus). E eu que achava que o único defeito dele era não ter sobrancelhas!
Na turma dos R$ 200 mil, entram a FEIA (essa doeu, hein Lidice da Mata?), o VELHINHO (Francisco Dornelles) e o BOCA MOLE (apelido bem aplicado ao deputado Heráclito Fortes, se bem que Sapo Cururu também lhe cairia bem)
Mas nessa lista de codinomes também encontramos um contrassenso: como chamar o Lindbergh Faria de FEIO e o Nestor Cerveró de LINDINHO? E a Nelma Kodama que ficou conhecida como ANGELINA JOLIE? (Se a verdadeira carregasse tantos euros na calcinha como essa, aposto que o Brad Pitt estaria com ela até hoje).
Outro apelido que não entendi foi o do Gim Argello. Esse, levou 2,8 milhões em propina e ganhou o apelido de CAMPARI. Porque não Tônica que combina mais com Gim?
O Paes Landim do PTB do Piauí, por causa de 100 mil reais, vai ter de carregar o apelido de DECRÉPITO pra sempre. Mas quem se incomodou muito com o codinome recebido foi o ex-deputado Inaldo Leitão. Ele não se conforma de ser chamado de TODO FEIO e revidou: diz que chamaria o “ex-amigo e atual canalha” Cláudio Melo, ex-diretor da Odebrecht e autor das denúncias, de “Todo Horroroso ou Mentiroso”.
Na ala musical mais saudosista vem o Renato Duque, conhecido como MY WAY, fazendo o Frank Sinatra se contorcer no túmulo.
Não daria para citar todos os nomes e respectivos codinomes dos envolvidos nas denúncias, mas é bom lembrar que CAJU (Romero Jucá), ÍNDIO (Eunicio Oliveira), POLO (Jacques Wagner), BABEL (Geddel Vieira Lima), CARANGUEJO (Eduardo Cunha), JUSTIÇA (Renan Calheiros), GRIPADO (José Agripino) e claro o BRAHMA (porque será que deram esse apelido ao Lula?) encabeçam a lista dos que receberam muitos dígitos acima de 1 milhão.
Reconheço que apesar de engraçados, alguns codinomes são ofensivos.
Isso não se faz, meninos da Odebrecht! Cadê o respeito pelos nossos políticos corruptos?
Como diria, FHC, assim não dá!

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