Big Ponte!


Por motivo de feriado prolongado, pensei em não escrever a coluna dessa semana.
A praia, o sol, a caipirinha e a falta de assunto me deixaram nessa preguiça ortográfica e decidi que ia tirar uma folga dos teclados.
Mesmo porque aqui, olhando pra esse marzão besta, só me vem à mente as esquadras de Cabral, a “civilização” e o motivo do feriado.
Para quem não se lembra, o dia 15 de novembro foi marcado pelo maior ti-ti-ti nas redes sociais da época porque o militar e político brasileiro, Marechal Deodoro da Fonseca, resolveu dar um basta à monarquia constitucional parlamentarista do império do Brasil e mandou o D.Pedro II ir catar coquinho!
De lá pra cá, o que nos restou desse jugo português foi o Bacalhau Imperial – que aliás é o que eu pretendo comer nessa sexta-feira,  que não é Santa, mas que foi abençoada por uma enorme ponte. Ela liga a quinta feira de uma semana
até a terça da outra, já que dia 20 é feriado em algumas cidades brasileiras, por conta do Dia da Consciência Negra.
(Isso é o que é ponte! O resto é pinguela!).
Então, no embalo do feriadão, encho o carro de víveres, filha, neta, papagaio (brincadeirinha! Eu não tenho papagaio, mas se tivesse teria levado) e toco para a praia. Eu e mais um milhão de pessoas!
Feito isso, só me resta curtir esse presente e tentar não me preocupar com o texto da semana, mesmo porque dividir a internet com essa gente toda não é tarefa fácil e, em sendo assim, minhas pesquisas acabam dando lugar a devaneios.
Não sei, por exemplo, se não temos Ministério do Trabalho, se já temos um ou se já não o temos de novo.
Não sei se a Educação vai ficar por conta do astronauta, ou se resolveram que o assunto é mais sério do que se imagina, e reservaram um departamento dedicado exclusivamente a ela, para evitar que nossos estudantes que já padecem com as precárias condições de ensino, vivam no mundo da lua.
Também não sei se o puxasaquismo do Olavo de Carvalho já lhe rendeu uma embaixadinha lá fora ou se Magno Malta já conseguiu sua boquinha no governo. Afinal, segundo ele, é merecedor de um cargo de confiança porque trabalhou duro na campanha de Bolsonaro e deixou a sua própria campanha ao Deus dará!
Mas como o mar tem o poder de mudar o foco, deixei de pensar nessas coisas.
Não totalmente, porém. Ainda fico pensando como são formados os governos, como os nomes vão surgindo, quem examina seus currículos e quem bate o martelo.
E acho que não sou só eu.
Deve ter sido com essa mesma ideia simplista de formação de equipe governamental que o Dr. Rey se muniu de diploma de médico e foi bater na porta do presidente eleito.
Não foi atendido, e portanto não teve a chance de mostrar seu vasto currículo de “escultor de corpitchos”.
Se tivesse sido e tivesse caído no agrado do futuro chefe da nação, quem sabe a Saúde pudesse tomar novos rumos. O paciente poderia não se ver livre de suas doenças, mas as plásticas patrocinadas pelo SUS poderiam ser um sucesso de bilheteria.
Fica a dica.
E enquanto a internet não colabora comigo, vou me deixar levar pelas ondas e voltar ao meu firme propósito de não escrever nessa semana.
Desculpa aí, meu editor!
Desculpem aí, meus leitores (todos os dois)!

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