4 de julho de 2022
Colunistas

Tanto Riso, Oh! Quanta Alegria!

O carnaval das alegrias acabou faz tempo para muitos, mas ainda tem gente que, mesmo em meio a uma pandemia e em pleno clima de guerra, consegue encontrar ânimo para se divertir.  

É o caso do nosso presidente (e lá vou eu, de novo), que passou o feriado de carnaval no Guarujá fazendo a única coisa que sabe fazer bem: se divertir andando nas águas azuis do mar sobre um jet ski. Mas antes de meter o pau no Jair, preciso ser justa com ele e mencionar que esses passeios podem representar excelentes ganhos para a população em geral. Vamos entender o porquê:  

Por gostar tanto do esporte, nosso querido presidente pode ter se condoído ao constatar que uma grande parte da população não poderia acompanhá-lo numa jetskiata.

Então teve uma grande ideia neste fim de semana: a de zerar a taxa de importação de 18% desse produto, para que mais gente tenha acesso a ele. Aproveitou o momento para incluir no seu pacote de bondades a isenção de impostos também para balões e dirigíveis.

Essa informação do Ministério da Economia fez a alegria do povo nesta Quarta-feira de Cinzas. Não completamente ainda porque a portaria publicada nessa data só entrará em vigor dentro de alguns dias, mesmo assim já se pode ver uma corrida às agências que vendem esses veículos por pessoas que querem escolher, com calma, a cor e o modelo a ser adquirido.  

Eu mesma já estou tratando de vender meu carro para comprar um dirigível zero, ou até mesmo um balão, uma vez que jet ski não seria muito útil na cidade.

Com qualquer um desses meios de transporte posso perfeitamente ir ao banco ou ao supermercado com tranquilidade, evitando assim o trânsito das grandes avenidas e ainda sem a preocupação de a compra não caber no porta-malas. Posso me abastecer por um tempão numa única investida ao mercado.  

Só não vou poder comprar fertilizantes porque parece que o pedido de Bolsonaro a Putin de fazer amor, ou melhor, fertilizantes e não a guerra não deu muito certo.

Que azar, hein, presidente! Saiu daqui com um avião carregado de milico, e de sobrecarga o filho que não tinha com quem deixar, viajou horas e horas e ficou neutro que nem detergente nesse conflito só pra garantir o tal fertilizante e agora fica sabendo que não vai receber o produto. Isso não é justo.  

Mas não vamos perder as esperanças. Se o seu amigo russo não apertar o botão onde tá escrito TPAXAN (fodeu em russo), ainda pode ser que sejamos agraciados com o tão desejado insumo e, de quebra, que o senhor consiga aquela ajudinha extra que os russos costumam dar aos companheiros que compartilham da mesma ideologia.  

Aliás, falando neles, seria uma boa zerar também a taxa de importação das vodkas russas. Aí seria a glória. Imagine um passeio de balão degustando uma caipiroska preparada com esse néctar dos deuses?

(Pode até parecer um contrassenso chamar de néctar dos deuses uma bebida produzida no país conduzido pelo diabo em pessoa, mas a Rússia também produz coisas boas, inclusive escritores como Dostoiévski, cujo nome foi cogitado esta semana para ser eliminado da História por uma universidade italiana. A ideia, porém, foi abortada quando se percebeu que iam cometer um crime. Com medo do castigo, voltaram atrás).    

E ainda em ritmo de carnaval tá rolando um vídeo vazado na internet sobre a sogra do prefeito de Campina Grande, lá da Paraíba, cheirando cocaína na derrière de uma amiga, enquanto se divertiam num motel.

Não gosto de falar da vida particular das pessoas, porque afinal cada um escolhe a bunda que quer pra cheirar, mas como comento os fatos mais ventilados nas redes sociais, não deu pra omitir.

Em defesa dela só posso dizer que acho sacanagem as pessoas ficarem tão incomodadas com o fato de ela ter feito um canudinho com uma nota de cem reais pra cheirar o pozinho branco.

Maldade, né, gente! Talvez ela só não tivesse dinheiro trocado no momento.

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Mãe de filha única, de quatro gatos e avó de uma lindeza. Professora de formação e jornalista de coração. Casada com jornalista, trabalhou em vários jornais de Jundiaí, cidade onde mora.

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