12 de agosto de 2022
Yvonne Dimanche

Chato e repetitivo


O primeiro seriado do Super Homem eu vi ainda criança. É aquele do “é um pássaro, é um avião? Não, é o Super Homem!”. O último episódio terminou no dia de Santo Antonio (de 1965, ou talvez 1966) e eu não pude ver, porque minha mãe me obrigou a ir à igreja. Bom, perdi por um lado, mas ganhei por outro. Os mosteiros de Santo Antonio e de São Bento são deslumbrantes. Visitem.
Tive alguns super-heróis prediletos, tanto em filmes, como também desenhos. Hoje, não posso nem ouvir falar ou ver. Quase festejei a morte do Stan Lee e eu torço para que a Marvel, que tantas alegrias me deu, vá à falência.
Será que Hollywood não tem mais o que fazer na vida? Será que existe um complô americano para tornar o mundo mais idiota ainda? Será que não existe a possibilidade de fazer um filme razoavelmente “gente como a gente” com pessoas normais e seus problemas? Super heróis somos nós mortais.
Vibrei pelo sucesso do filme mexicano “Roma” que desagradou meio mundo por ser monótono, sem graça, com gente não linda, com uma protagonista índia, mais sem graça ainda. Um filme que eu nunca mais verei, mas pelo menos trouxe algo diferente e, para minha alegria, é produção da Netflix que os cinéfilos inteligentes odeiam por produzir algo que não seja Woody Allen, Quentin Tarantino e tantos outros notáveis. Vejam bem, não estou falando mal desses dois e sim dos que se acham inteligentes.
Eu, cinéfila, quero ver grandes produções que me tragam alegrias. Só espero que seja antes de eu morrer. #prontofalei.

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Advogado, analista de sistemas e editor do site.

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