Impeachment, penúltimo capítulo: a surpresa Lewandowski

98d48e54-456d-41c1-8a82-84d66c86a1fcFoto: Arquivo Google

A aprovação do relatório do Senador Anastasia transformou Dilma Rousseff em ré. A significativa contagem de votos no Senado decretou praticamente seu afastamento. Da sessão, destaco: o desespero de senadores da última linha de defesa, tão empenhados em adiar o processo que chegaram até a cunhar o epíteto “presidenta inocenta”; e o pensamento de Cristovam Buarque, afirmando que o retorno de Dilma traria “de volta a crise agravada”. Uma continuidade rejeitada pela maioria dos eleitores.
Depois de o Senado levar tanto tempo para votar se Dilma deveria ir a julgamento num processo de impeachment e o resultado mostrar que o sim teve mais de dois terços dos total dos votos, ou seja, mais de 54 votos, por que fazer exatamente a mesma coisa daqui a 19 dias? Isso é desperdício de tempo e dinheiro, num momento em que o Brasil não aguenta esperar mais.
Sobre a defesa de Dilma: por que escrever carta a essa altura do processo de impeachment? Não teria sido mais eficaz comparecer ao Senado e responder aos senadores? Se pensa que não cometeu crime, por que não apresentou suas razões a quem vai julgá-la, ao vivo, em sessão acompanhada por milhões de brasileiros? É sabido que Dilma não tem o dom da oratória, que se perde em metáforas não próprias ao tema que está sendo tratando, mas, ainda assim, deveria ter enfrentado as perguntas de seus adversários. Quem sabe, teria mudado um ou dois votos?
Nesta sessão do Senado, uma grave acusação, foi repetida inúmeras vezes e não foi rechaçada como deveria. Diante do seu presidente, Ricardo Lewandowski, o STF foi taxado pelo grupo defensor da presidente afastada, sob comando de Lindbergh Farias, Gleisi Hoffmann e Vanessa Grazziotin, de conduzir um processo golpista, com direito a comparações com o golpe militar de 1964. Sendo verdade, como insistiam, todos deveriam ter sido algemados e levados para a prisão.
De qualquer forma, independentemente da “falha” acima mencionada, parabéns ao ministro Ricardo Lewandowski, presidente do STF, pela condução enérgica, porém educada e serena, coibindo as baixarias sempre perpetradas pelos senadores de PT e PC do B e por José Eduardo Cardozo.

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