E o “Legado olímpico”?

maxresdefault-1-compressorFonte: www.bomsenso.org

Alguém tem dúvida que acabada a Olimpíada, em poucos anos, o Parque Olímpico estará caindo aos pedaços? Há décadas se fala em investimento no esporte brasileiro, e nada acontece! Aparelhar escolas e universidades com instrumental mínimo de quadras de esportes, piscinas e pista de atletismo é algo que jamais ocorre. Nossas escolas públicas não possuem o mínimo para as crianças, sequer biblioteca. O Brasil continuará um eterno anão esportivo enquanto a educação continuar a ser desconsiderada por governos que nada fazem. Descaso e falta de vontade de fazer são a tônica deste país.
A Olimpíada pode sim nos deixar um legado maior: educação e respeito, superação e alegria da vitória sobre “adversários” jamais “inimigos”, aceitação das regras do jogo e certeza de que, com foco, tudo podemos alcançar. Que fique o legado da necessidade de políticas públicas para os esportes, não apenas no ciclo olímpico, mas a partir da infância, em escolas públicas fundamentais e médias. Que entremos nas competições com um mínimo de igualdade em relação até aos países pequenos mais bem medalhados. Não nos preocupemos com os legados de concreto. Nesse item sempre haverá controvérsias. No entanto, a cada quatro anos, lamentamos os resultados gerais do Brasil e todos sabemos o motivo.
Estamos cansados de saber que no Brasil só existem patrocinadores para futebol e com os resultados obtidos nessa Olimpíada fica fácil saber o porquê. Enquanto nos países de Primeiro Mundo os atletas são feitos nas universidades, aqui eles superam a falta de apoio aos trancos e barrancos. No momento em que surge uma jovem criada na favela ganhando medalha de ouro logo aparecem os aproveitadores de plantão para paparicos. Com certeza, aqui existem muitos com potencial para alcançar o topo, pois somos um povo guerreiro que vai à luta. Só falta investimento.
Legado bom da Olimpíada no Rio de Janeiro seria aproveitar a considerável força militar e a policial que estão reunidas em toda a cidade para expulsar o tráfico ou a milícia, nem que fosse apenas de algumas favelas e bairros.
E para terminar, talvez um dia, os brasileiros entendam a diferença entre “espectadores” e “torcedores”. Como eu disse acima, nos esportes temos “adversários” e não “inimigos”.

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