E agora, Lula, teremos outro manifesto?

lula-onuFoto: Arquivo Google

A delação premiada tem mostrado ser uma ferramenta poderosa de combate ao crime. Tem-se alcançado a desestruturação de poderosas organizações criminosas. Era de se prever que surgiria forte insurgência dos envolvidos que ocupam o topo da cadeia criminosa. Tentativas de alterar a legislação, para intimidar e tolher o trabalho dos agentes da lei, confirmam tais temores. É juridicamente inócua a delação de Lula contra Moro na ONU. Não passa de um jogo calculado para se passar por um perseguido político.
O ex-presidente Lula resolveu submeter nossas instituições jurídicas ao escárnio mundial, ao recorrer ao Conselho de Direitos Humanos da ONU, sob a alegação de estar sendo perseguido pelo Judiciário brasileiro. Apesar das convergências de muitas das ideias e procedimentos de petistas e chavistas, Lula precisa saber que o Brasil não é a Venezuela, e que ser investigado por atos com relevos ilícitos não lhe confere o título de vítima da Justiça. A sua patética e melancólica decisão de recorrer à ONU como vítima de direitos humanos é mais um “balão apagado”. Este é o preço de uma democracia populista envolvida pela corrupção oficializada de abutres políticos.
Ao recorrer à Comissão de Direitos Humanos da ONU, Lula chamou a atenção da opinião pública internacional para as investigações a que está sendo submetido e de seu indiciamento como réu pela Justiça brasileira. Dizendo-se perseguido pelo juiz Sérgio Moro, e, ante a possibilidade de vir a ser preso, preparou o caminho para uma possível fuga do país ou um pedido de asilo em alguma embaixada de país com o qual o Brasil não possua tratado de extradição.
Lula, com medo de ser preso, resolveu achincalhar o Judiciário e também o país. O STF tem a obrigação de contestar esses absurdos, instruindo o juiz Moro a dar prosseguimento às investigações. Recentemente, Lula disse que “temos uma Suprema Corte acovardada”. Está na hora de o STF mostrar o contrário.
E agora, Lula? Não é mais só a Justiça de Curitiba que o acusa, mas também a Justiça de Brasília, que, além disso, já o transformou em réu. O que dirão os juristas que organizaram um manifesto de apoio à medida que os advogados de Lula adotaram, para dizer que ele é perseguido pelo juiz Sérgio Moro? Vão fazer novo manifesto?

Notícias Relacionadas

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *