Nem triste, nem deprimida

Presa em casa e com tempo de sobra para ver e ouvir a respeito dessa pandemia, definitivamente, não estou nem triste e nem deprimida.

Longe de ser uma pessoa otimista, mas, realista, RECLAMO MUUUUUUIIIITO quando não gosto!! Sou de paixões instantâneas e foi assim que eu me tornei amiga dos meus amigos – TODOS PERFEITOS, como se sabe!

Desde sempre – não é de agora, antes que algum engraçadinho pergunte – esqueço as coisas que não têm importância alguma, como gente falsa e mentirosa. Explicação para o esquecimento rápido? DDA, distúrbio de déficit de atenção, que descobri através de um teste em uma revista feminina – teste altamente fidedigno como o são todos eles – numa viagem de carro mais longa, em que quem estava dirigindo não era eu!…

Assim, para que todos fiquem aliviados (ou não, vai saber…) eu não minto jamais e NÃO É por virtude, mas, sim, porque vou esquecer de como relatei! Gosto muito de gente e, usualmente, acho que elas valem a pena, razão primordial de eu ser mediadora e conciliadora no fórum.

Gosto de poder exercitar a empatia e compartilhar uma vivência que não foi das mais fáceis: tenho belas histórias de vida das quais a mais próxima – aconteceu em dezembro de 2019 – foi o resgate de minha mãe, de 93 anos. Vivemos praticamente a vida toda separadas e tínhamos um relacionamento pra lá de conturbado e difícil e, de repente, num momento profundamente angustiante, pude olhar nos olhos dela e conversar!

De resto, tenho muitas habilidades como cozinhar, consertar coisas – sou criativa e bem humorada de modo geral!

Com relação a esta pandemia que estamos vivendo, devo dizer que estou feliz de já ter bastante idade e não ter que enfrentar os desafios do futuro, que deverão ser muitos e de solução complicada.

Acho que o homem é muito pretensioso em pensar que Deus o fez à sua imagem e semelhança. Perfeitos são os animais e as plantas e isso ficou sobejamente provado no momento em que todos nós, “deuses nocauteados” e por algo invisível a olho nu, tivemos que ficar presos em casa, enquanto a natureza e os animais se refizeram sozinhos e prontamente dos males que nossa proximidade lhes causou… Um exemplo maravilhoso? As tartarugas que nadam felizes na baía de Guanabara, atrás do aeroporto Santos Dumont, onde antes era praticamente só lixo a céu aberto!…

Assim, quando escrevo sobre aspectos desta pandemia é para chamar a atenção sobre as mudanças que ela causou – e muitas, que eu espero que se perpetuem.

E aí me ataca meu realismo…

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