Inflação

Vou mencionar algo que, aqui em casa, temos notado a cada mês que passa: os preços de tudo têm subido muito, muito mais do que o número ridículo que é divulgado e, o que é pior, o tamanho e peso dos produtos adquiridos vêm diminuindo sub-repticiamente…

Na semana passada, foi divulgado o percentual de variação do IPCA – ÍNDICE DE PREÇOS PARA CRETINOS ACREDITAREM ou, como querem nossos governantes e economistas,  Índice de Preços ao Consumidor Amplo – nome chique da variação dos preços de um mês para o outro o que seria, cá pra nós, “do tempo antigo”, a vulgaríssima inflação, nome familiar do assim chamado “custo de vida”…

Fazemos parte daquele grupo que, de acordo com nosso desgoverno, “vai morrer mesmo” e eu acrescentaria, “e logo”. Economicamente, ao que parece, só causamos despesas, portanto,  não fazemos diferença  e nosso “augusto” presidente, como ele mesmo declarou, alto e bom som, “não é coveiro” – ainda que eu e meu marido tenhamos a intenção de não dar trabalho aos coveiros, já que queremos ser cremados…

Se formos consultar os “órgãos responsáveis” pela divulgação do índice de inflação, vamos descobrir que esse número é acintosamente ridículo! Para ISS, temos que guardar um Cupom Fiscal emitido pelo supermercado no mês passado e voltar lá para comprar a mesma coisa.

Claro que você não poderá levar em consideração o preço dos assim chamados “produtos sazonais” como carne, leite, batatas, feijão, manga, alface; tudo que faz parte do “nosso almoço e jantar de todos os dias”, sempre sujeitos a “chuvas e trovoadas”… e à seca também, claro!

Mas, para o restante, vai bastar comparar a Nota Fiscal de um ou dois produtos daqueles que compramos sempre. OPS! Esqueci de mencionar o papel higiênico, que sei lá por que cargas d’água, também virou produto sazonal, ainda que em casa a gente não tenha encontrado um substituto – mais barato – e à altura…

Preste atenção – mas, não esqueça das Notas Fiscais – e você vai descobrir que, a exemplo do supermercado que temos perto de minha casa, eles vão subindo nunca menos de 40 e nunca mais de 60 centavos de real – para não dar MUITO na vista! Assim, um pão integral que custava R$ 5,90, passa a custar R$ 6,30, no mês seguinte R$ 6,80 e eis que, passa a custar R$ 7,35, assim, com uns quebradinhos, por que eu imagino que números inteiros sejam mais facilmente detectáveis.

E há mais uma conspiração para nos enganar de modo sorrateiro: espero não ter sido apenas eu quem notou que produtos que usualmente pesavam, digamos, 500 g., do nada diminuem de tamanho, passam a pesar 450g e, na embalagem vem, num canto qualquer, a cândida explicação: produto com menos 7% ou 9% do peso original. Aí você pensa: “Mas tem cabimento eu reclamar de 7%? Isso é merreca, e esse pão continua tão gostoso… não tenho coragem de falar de 7%, afinal, tanta gente nem sequer pode comprar isso nesses dias”.

PIMBA! Os caras chegaram onde queriam: o fabricante se faz de sonso, você se faz de idiota, o dono do supermercado segue o exemplo do fornecedor e, dentro em breve, você estará pagando mais 60% por um pão que custava R$ 6,50 no começo do ano e, hoje, com todo mundo se fazendo de besta, você  está pagando por um pão menor no tamanho, mais 60% nominais…

Mas, não se esqueça do que mencionei no início, os índices tão fidedignos do nosso governo: se você ACHA que foi mais do que isso… você FICOU LOUCO ou pobre!!!

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