Explosão de alegria

Hoje, por mero acaso, ouvi um trechinho de uma entrevista do Leandro Karnal, essa criatura iluminada,de quem, confesso, sou “macaca de auditório”- em priscas eras, chamávamos assim as fãs enlouquecidas…Eu o ouço há tanto tempo, sem que ele jamais tenha feito um comentário leviano ou sem importância!!

E no trecho que eu ouvi, ele dizia que, após as pandemias havidas no mundo, a primeira “saída” para comemorar o seu desaparecimento, eram EXPLOSÕES DE ALEGRIA que, por meses, apesar das consequências funestas e das dificuldades advindas desse infausto período, as pessoas estavam imensamente felizes, sorrindo, com a comemoração de uma vitória de todos os que sobreviveram!…

Claro que, às “pandemias”, eu acrescentaria as guerras: quem nunca teve a oportunidade de ver aquela famosa foto de um marinheiro que, voltando para casa, agarra e beija apaixonadamente uma enfermeira, ambos em trajes de “trabalho”, em plena Times Square! Eles viraram uma escultura famosa – claro que não estou aqui aconselhando ninguém a beijar alguém “sorteado” ao acaso “por pura alegria” porque há sempre as pentelhas de plantão que vão achar que isso é assédio…

Mas não é SENSACIONAL saber que o réveillon deste ano será um dos mais comemorados de todos os tempos? Que vamos viver uma euforia sem precedentes por termos conseguido “sair dessa”?!

Foi talvez a primeira coisa realmente boa que ouvi desde que a pandemia começou!

Tá, por favor, não sou uma louca visionária, sou apenas alguém com imaginação e fé de que vamos viver, por um período, uma profunda alegria e vamos querer que TODOS a sintam: os que passaram fome, os que perderam os empregos, os que perderam entes queridos – e esta última é a única perda contra a qual nada podemos a não ser abraçar quem não o foi no momento mais duro!

Sim, vamos lutar para que a natureza continue em festa, para mim centralizada nas tartarugas da baia de Guanabara e no nascimento de tartaruguinhas num local onde, pelo excesso de gente, as tartarugas não mais iam para desovar.

Pessoas que tiveram ideias brilhantes para cuidar do seu próximo, como o pessoal das “comunidades” como a de Paraisópolis, que bolaram e conseguiram um serviço “próprio” de saúde, pago com uma pequena ajuda de todos!

E, minha parte realista finalmente presente: infelizmente essa pandemia não exterminou os corruptos, as pessoas de mau-caráter e aproveitadores (que puseram “as manguinhas de fora” mais do que nunca nesse mau momento), nem os mentecaptos de plantão, se não ficarmos “em cima”, esgotos não serão feitos por serem embaixo da terra e ninguém ver, etc.

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