24 anos: Viva “O BOLETIM”

Um dia, há coisa de 4 anos, estando em casa de uma amiga, começamos a falar de escrever, de quem gostava de escrever, e sua irmã comentou que escrevia para um jornal da Internet: toda semana uma crônica.

E a moça, hoje uma querida amiga, companheira de crônicas, Priscila Chapaval, me disse: “Sei que você escreve bem, não gostaria de escrever também para esse jornal? O editor é meu amigo e eu posso te indicar como cronista!

Achei o máximo e ela disse que o editor se chamava Valter e era um cara ótimo. Pediu que eu lhe mandasse uma crônica que, em seguida, ela me daria notícias.

Valter curtiu a crônica que enviei – e que foi também bastante apreciada pela patota acostumada com nomes respeitadíssimos do pedaço – e tornei-me mais uma cronista de “O Boletim”!

“Meu editor” é mesmo um cara ótimo e fui descobrindo isso aos poucos pelos comentários que ele fazia com relação ao que eu enviava e, mais do que tudo, por sua forma franca e leve de escrever, mesmo dando opiniões com as quais eu não concordava!

Bem-humorado, gentil e direto, só tive bons momentos em troca de e-mails, quando me faltou inspiração ou não tinha assunto. As fotos para minhas matérias, de início, eu sempre esquecia. Quando dava tempo, ele me consultava se eu estava de acordo com a escolha dele – e olha eu pedindo desculpas pelo esquecimento! Ele se divertia, me deixando mais do que à vontade. Isso quando, na pressa de publicar, escolhia sozinho e vinha se desculpar por escolhas mais do que excelentes!

Fato é que “O Boletim” passou a fazer parte da minha vida e todas as vezes que, chegando na quinta-feira, eu estava sem inspiração e sem matéria pronta – acabava por desencavar muita coisa escrita há muito tempo que, com uma “garibada”, pareciam recém-escritas…

Tipos diferentes, como um jardineiro que tive chamado Edgar que eu, brincando, chamava de “seu” Edgardner e ele foi “rebatizado” por mim! Três por dois eu ia buscá-lo nos bares ao redor de minha casa: “Seu Edgar, o senhor está bebendo de novo?” E ele, criatura boa demais: “Só uns guaranazinhos, dona Suvia – também fui “rebatizada” por ele…

Ou um vizinho que eu tinha e que assobiava o dia todo e mal pra caramba e que vim a descobrir que a mulher era surda (que sorte, a dela!) ou de um vendedor de bijus (eu A-D-O-R-O bijus) que meu marido detestava que eu comprasse e comesse no carro por motivos óbvios: a quantidade de farelos espalhada…

Fato é que, escrevendo uma crônica por semana, a gente passa a prestar mais atenção no entorno. Acaba, como escreveu lindamente minha falecida tia, Tatiana Belinky, usando os “Olhos de ver”!

E ganhei um amigo querido, que nunca conheci pessoalmente, que fiquei sabendo ser um pé de valsa, adorando sair com sua Vera pra dançar, por um comentário que fez num e-mail que trocamos sobre a crônica que escrevi e que, como eu, curtia os filmes de Sir Sean Connery tendo se entristecido com a morte dele no ano passado…

É uma pessoa cheia de ocupações como professor, editor de jornal e que, mesmo tendo muitas posições que em nada coincidem com as minhas, merece todos os parabéns pelo sucesso de sua “menina dos olhos”!

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