
Vejam só se isso é possível, compreensível ou se faz algum sentido.
Até “ontem”, para a esquerda brasileira, Trump era o monstro do lago Ness.
Lula, seu líder máximo, destratou o americano de todas as formas inúmeras vezes.
Peitou-o, ofendeu-o e bancou o arrogante, nomeando-o com todas as desclassificações possíveis.
Em uma delas afirmou que a volta de Trump ao poder seria o retorno do nazismo e do fascismo com outra cara.
E muito mais disse.
A mídia oficial do Sistema o acompanhou. Em uníssono, declaravam dia e noite sem cessar: Trump era o demônio redivivo encarnado no americano.
Apoiaram os arroubos de Lula, as bravatas, a tal da soberania brasileira e a conversa recorrente de que aqui não. Aqui quem mandava era o povo brasileiro e que Trump cuidasse de lá que ele cuidava de cá.
E assim foi até o encontro do um com o dois na sede da ONU, quando em encontro de 39 segundos Trump havia se rendido ao carisma de Lula.
A mídia oficial se desmanchou em elogios ao encontro e não escondeu a alegria inaudita com as simpáticas palavras do detestado “nazista” em direção ao seu adorado guru e deu como favas contadas o reatar da cordialidade entre os dois.
Sim, porque para eles ninguém resiste ao encantador de serpentes brasileiro.
No último dia 06, Trump e Lula se falaram através de videoconferência.
E a comoção na esquerda, com a mídia oficial liderando as lágrimas de emoção, subiu de patamar.
Sim, dizem eles, Lula é “o cara”. Lula faz o que quer com Trump. Lula decide como, quando e onde falar com Trump. Este ser, transformado instantaneamente em fã de Lula, com quer deseja mais do que tudo manter maravilhoso pacto de amizade e comércio.
Josias, o militante da UOL, fala de maneira aparentemente sincera, o que deixa tudo ainda mais esquizoide, que Trump percebeu que Lula é o lado vencedor da história e rendeu-se a ele.
Só se esqueceram de um detalhe crucial:
Marco Rubio, o implacável perseguidor de ditaduras e ditadores foi designado como o interlocutor das negociações comerciais entre os dois países.
E, aí, perdida aqui no meu anônimo canto, reflito sobre o que vejo e leio, e uma conclusão assoma a mente:
– Mas será o Benedito que os americanos sejam um bando de paspalhos rendidos fácil e rapidamente a uma esquerda por quem nutrem tanta ojeriza?
Ou os paspalhos são esses que habitam as redações de jornais escritos e televisivos, realizando análises rasas que acalmam seus coraçõezinhos de militantes cegos que impede que consigam enxergar meio palmo à frente, exercitando uma hipotética inteligência que deveriam ter, mas que decididamente não possuem?
Fica aqui meu questionamento.

