5 de outubro de 2026
Silvia Gabas

O debate necessário que não aconteceu

Na noite de ontem, os eleitores brasileiros foram surpreendidos pela estranha notícia de que o debate eleitoral para a Presidência da República que aconteceria na Rede Globo de Televisão acabou não ocorrendo.

E esse fato inédito jamais aconteceu desde 2002, quando foi inaugurado o formato moderno de debates presidenciais promovido diretamente pela emissora, e que acontece, tradicionalmente, alguns dias antes da eleição propriamente dita.

Imediatamente, o dedo acusatório pela não realização do debate foi apontado em direção à Flávio Bolsonaro pela militância petista incrustada em jornais e redes sociais, que utilizou, mais uma vez, a velha tática escrota de difamação do oponente, da distorção dos fatos, disseminando a mentira e torcendo para que ela seja recebida como verdade, nomeando o candidato Flávio com o adjetivo sórdido de “arregão”.

Mas, verdade seja dita. Quem arregou foi o idolatrado, salve, salve de Garanhuns, o doido senil que se recusa terminantemente a largar o osso e aceitar a alternância de poder.

Não bastasse a covardia de recusar-se a entrar em confronto com aquele que o chamou literalmente para o debate, utilizou- se da sua quadrilha no Supremo para interferir judicialmente no debate político, o que denuncia que entramos em terreno espinhoso em que a Democracia está sendo pisoteada e escanteada sem dó.

Foi ele, Lula, que exatamente no dia anterior à realização do debate, quando todas as regra já definidas, e tendo avisado à emissora que dele não participaria, que pediu ao camarada Gilmar para enfiar o pitbull Renan goela abaixo e incluí-lo como participante da arena política, com o úncio objetivo de morder a jugular de quem aceitou, democraticamente, participar do debate, medida judicial totalmente inconstitucional, diga-se de passagem, ao mesmo tempo que ordenou à sua indicada no TSE, a magistrada Stella, que já trabalhou no gabinete do mais que amigo Dino, igualmente indicado por ele para o Supremo Tribunal Federal, para que fosse retirado o púlpito vazio com seu nome, e que fosse proibido fazer perguntas ao faltante, acrescentando que há vídeos nas redes onde a camarada Stella declara voto para o candidato Lula.

Isso tudo aconteceu ainda que o Partido dos Trabalhadores vulgo PT, tenha participado das reuniões com a emissora, assinado o contrato e aceito todas as suas cláusulas.

Na calada da noite, no entanto, Lula agiu com a desfaçatez de sempre, fugindo do debate e se escondendo em plataforma amiga, onde foi “entrevistado” como se estivesse num chá da tarde, podendo mentir à vontade, incluída aí a deslavada mentira de que “trabalhou por 27 anos em chão de fábrica” e sem a preocupação de ser jogado nas cordas por perguntas que não pretende nem gostaria de responder.

Não será o último golpe, porque essa primeira estocada de interferência judicial no jogo político sinaliza que a coisa não para por aí, e tudo será feito para que o meliante permaneça no poder, e para isso toda a quadrilha das altas cortes já está a postos para colocá-lo à frente, custe o que custar, e “farão o diabo”, como prometeram, para que isso aconteça.

Se perder no primeiro ou segundo turno, a justificativa de “interferência americana” já está pronta e Flávio não assumirá por conta das manobras dos seus amigos da Suprema safadeza federal, através das famigeradas canetadas que alteram o jogo e o rumo da História brasileira.

Já vivemos uma ditadura.

Estamos no campo do vale tudo, do salve-se quem puder, cada um por si e Deus por ninguém, que nem ele mais aguenta tanta esbórnia.

Silvia Gabas

Com formação em Direito e Serviço Social, leitora compulsiva, com olhar atento para as grandes questões do mundo, dando sua contribuição através de textos publicados nas suas redes e sociais e na revista Stampa, entre outros veículos de comunicação.

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Com formação em Direito e Serviço Social, leitora compulsiva, com olhar atento para as grandes questões do mundo, dando sua contribuição através de textos publicados nas suas redes e sociais e na revista Stampa, entre outros veículos de comunicação.

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