Lula reforma o ministério de Dilma

jose_eduardo_cardozo_por_estadaoJosé Eduardo Cardozo (Foto: Estadão)

Está em curso a reforma ministerial promovida no governo da presidente Dilma Rousseff por exigência do ex-presidente Lula. Vai divagar para o gosto de Lula, mas pelo menos vai.
No primeiro semestre do ano passado, Dilma foi obrigada a transferir para o Ministério da Educação o então ministro da Casa Civil da presidência da República, Aloizio Mercadante.
Foi uma grande perda para ela. Mercadante era o ministro em que ela mais confiava. Sabia que entre ela e Lula, entre ela e o PT, Mercadante a escolheria sem pestanejar.
Lula achou que Mercadante criava problemas para ele, o PT e os demais partidos aliados. Pressionou tanto Dilma que ela cedeu. No lugar, entrou Jaques Wagner, que Lula antes emplacara como Ministro da Defesa.
Wagner é Lula em primeiro lugar e Lula em segundo. Dilma sabe disso e sabe mais. Sabe que Wagner é o principal informante de Lula dentro do Palácio do Planalto, mas não é o único.
O ministro Joaquim Levy, da Fazenda, foi derrubado por Lula em 18 de dezembro último. Dilma nunca gostou dele, mas não pensava em despachá-lo. Foi forçada a isso por Lula.
Lula e o PT cobram o retorno da política econômica que acabou por levar o país ao desastre. Querem que o país volte a crescer a qualquer preço, mesmo com inflação em alta e com a queda das reservas em divisas.
Sem um a melhora na economia, mesmo falsa, Lula e o PT serão derrotados de véspera nas próximas eleições gerais de 2018. Vale qualquer coisa para evitar isso.
Saiu Levy, entrou Nelson Barbosa, ex-ministro do Planejamento, e conselheiro do Instituto Lula, que não está correspondendo ao que Lula e o PT esperavam dele. Ou corresponde ou poderá ser degolado.
José Eduardo Cardozo, ministro da Justiça, antecipou-se à degola e entregou o cargo a Dilma. Exatamente como Lula sempre quis. Depois de Mercadante, Cardozo era o ministro mais querido por Dilma.
Ao longo dos seus 30 anos de PT, Cardozo colecionou atritos com Lula e a turma dele. A razão principal de sua queda atende pelo nome de Lava-Jato.
De Cardozo, Lula esperava mão firme para inibir as ações da Polícia Federal e confrontar o juiz Sérgio Moro. Como tal não aconteceu… faltaram a Cardozo.
É possível que a reforma ministerial promovida por Lula ainda custe a cabeça de outros ministros. Lula e o PT não podem largar Dilma de mão. Mas não podem seguir apoiando um governo paralisado e sem ideias.

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