4 de julho de 2022
Priscila Chapaval

O tempo passa e nada muda


Essa semana vi essa cena. Esse rapaz, que eu conheci há uns 2 anos, estava assim. Deitado no mesmo lugar do dia em que o conheci, no jardim da Fundação Dorina Martha Nowill.
Quando vi essa cena na primeira vez que encontrei o moço, entrei na Fundação e pedi para falar com a Assistente Social.
O problema dele não era a visão. Já era conhecido. Era a bebida. E agora as drogas.
Liguei para o Serviço Social da Prefeitura (o Haddad era o Prefeito e pensei que não ia acontecer nada). E aconteceu, foram lá mas só levam a pessoa para um abrigo se ela quiser. Ele não quis.
Investi nesse moço com muita conversa, dei comida, roupa e soube que era do Sul e que não tinha como encontrar a família. Veio para SP trabalhar, perdeu o emprego e perdeu o rumo.
A autoestima dele melhorou quando uma doméstica que trabalhava num prédio ali em frente e que saía com o cãozinho da patroa no almoço, começou a cuidar dele e começaram a namorar.
Eu fiquei feliz da vida. Via sempre os dois, ele de banho tomado, arrumadinho e com uma cara boa. Feliz. E eis que hoje vejo que nada mudou.
Continua igual e pior, anda pelas ruas e fala sozinho.
Não adianta só ajudar no momento. No meu conceito para que isso dê certo é preciso muito AMOR, trabalho social e médico. Inclusão social, e tratamento psicológico. E mesmo assim as vezes não adianta mais.
Melhor que façam isso logo, e que deem continuidade ao tratamento. Só tomar medicação e desintoxicar é pouco. O duro é a continuação e por muito tempo.
Hoje não estou muito para discussão mas acho que ninguém merece isso.
Tomara que o nosso querido Doria consiga dar continuidade a esses coitados da sociedade desumana que vivemos. Por hoje é só! Só???

Jornalista... amo publicar colunas sobre meu dia a dia...

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