23 de maio de 2022
Yvonne Dimanche

Assunto chato: Código de Honra, cadê você?


Amigos, vendo certos filmes sobre a Idade Média e alguns outros períodos, uma coisa que sempre achei interessante, para não dizer intrigante, eram as guerras com hora marcada. Os inimigos, sabe-se lá como, ficavam com seus cavalos enfileirados de um lado e os inimigos do outro. Uns olhando para as caras dos outros. Só depois o combate começava.
No filme “O Último Samurai” soldados inimigos não tiveram coragem de fuzilar o samurai, em sinal de respeito (ele acabou morrendo depois, desculpem o spoiler). Bom, várias histórias, algumas reais, outras apenas ficção, e os guerreiros tinham um certo código de honra.
O maridão, meu “personal historian”, grande historiador ao ponto de saber datas e tudo mais, sempre comentava comigo que civis sempre morreram desde o rascunho da Bíblia. Já foi pior, porque os vencidos ainda se tornavam escravos.
No entanto, a partir do século passado, tudo ficou infinitamente terrível. Basta ver o que sofreram judeus, comunistas, ciganos, deficientes físicos, homossexuais e tantos outros.
Por qual motivo essa conversa fiada em pleno carnaval? Porque nós brasileiros, que sempre nos consideramos um povo solidário, a partir do ano passado nos tornamos monstros. Não vou livrar a cara de ninguém, monstros de direita e de esquerda.
Festejar a morte de uma criança apenas por ser da família do Lula para mim foi a gota d’água e quem é do bem como eu, sim, sou do bem, me sinto desamparada, descrente dos meus conterrâneos e com vontade de fazer sei lá o quê, ir para não sei onde, enfim fugir desse planeta. Muito triste.

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