No way out

Está ruim, está tudo muito ruim. A verdade é que se gritar “pega, ladrão”, não fica um, mermão.
Não sei o que poderemos fazer. Recuso-me peremptoriamente a aceitar a volta da desvairada da Dilma, o maior desastre que já ocorreu com o nosso país.  Deixou-nos de presente um rombo nas contas públicas de mais de 170 bilhões. A economia levará anos para se reerguer. Dilma, não. Nunca mais. Nem a Dilma, nem o PT.
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Também me recuso a aceitar que só tenhamos mudado as moscas. Poucas, aliás. As que contam, as varejeiras, continuam avoando numa boa. Livres, leves e soltas. Agora, só Jesus na causa. Ou uma invasão de extraterrestres.  Deste jeito, não iremos muito longe.
Estou assustada com o nosso beco verde-amarelo, sem saída.  Por isso, falarei de amenidades. Até porque, até amanhã à tarde – escrevo na segunda-feira –, tudo pode ter mudado no Brasil. Descobrimos uma extraordinária vocação de transformarmos, em minutos, o mundo que nos cerca.
Como sabem os meus leitores, estou há ano e quatro meses em Portugal, o melhor lugar do planeta Terra. Quando cheguei, tentei resistir aos doces, ao bacalhau, aos leitõezinhos, aos vinhos, aos salgadinhos maravilhosos. Consegui? Nem pensar. Caí de boca na gastronomia fantástica. Para mim, a melhor do mundo.
Resultado: seis meses depois não cabia numa só roupa que trouxera do Brasil. Comprei duas calças meio mequetrefes para quebrar o galho, na esperança de que, sim, eu iria fazer dieta. Mais seis meses e nem as calças SOS entravam. Aí, assustei-me. Comecei uma dieta de contar pontos. Um pão, custa X pontos. Um pedaço de queijo, Y. Um peito de peru que só encontrei aqui – saboroso, mas sem sal, sem gordura, sem glúten, sem lactose e,  desconfio, também sem peru – só custam um ponto. Seis fatias.
Um mês e – aleluia – perdi dois quilos. Ainda faltam 120, mas tudo bem. Um dia, chegarei lá. Desde que não volte a passear em Cascais, como fiz neste fim de semana, e me esbaldei com os melhores bolinhos de bacalhau que já provei. Além de uma garrafa de vinho só para mim. Antes que me chamem de coxinha metida a besta, deixa eu avisar que era vinho nacional, tá?
Até me esqueci da pátria amada, coitada, não sei aonde ela vai parar.
Só sei que a Dilma e o PT, não. Nunca mais.
A gente não merece.

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