Entrando em recesso

Fim da era PT, graças a Deus. Nunca escondi a minha posição política. Detestava o governo, as suas trapalhadas, a sujeira varrida para debaixo do tapete, a imensa corrupção. Odiava a política externa, que me deixava envergonhada e triste. Ficava constrangida com os discursos do Lula e da “cumpanheira” Dilma, duas pessoas grossas, ignorantes e agressivas. Enfim, o pesadelo, parece, acabou. Se não quisermos que volte em 2018, precisamos aposentar as urnas eletrônicas. É necessário começarmos agora a reorganizar o processo eleitoral. Conheço um  adolescente candidato a hacker que diz que, até ele, manipula estas urnas.

293033-970x600-1Foto: Arquivo Google

Torço para que o presidente Michel Temer acerte. O que não quer dizer que ficarei cega, aplaudindo tudo. Dou-lhe crédito, pegou um país arrasado. Mas sei que Temer é político antigo, habituado a conchavos e troca de favores. O Picciani e o Sarney Filho no Ministério não me deixam mentir. Mas torço para que ele controle os antigos vícios do toma-lá-dá-cá. O Brasil espera que seja assim. Portanto, presidente Temer, conte com a minha confiança. E com a vigilância também.
Acho absolutamente desimportante a conversa fiada de que não há mulheres e negros entre os nomes do primeiro escalão. E daí? Também não tem nenhum índio, nenhum transgênero, nenhum gay, nenhum representante das chamadas minorias. Pode ser que venha a ter. Ou não. Governar não é espaço para a exibição do politicamente correto. Incrível que o tempo passa, os erros se acumulam, o mundo desaba e os adeptos dos discursos bonzinhos não aprendem. Concordo que o Ministério do Temer não é nenhuma Brastemp, tem gente ali meio estranha. Mas mulheres e negros não fariam a menor diferença. Nem para melhor nem para pior. Vamos, ao menos uma vez na vida, tentar ser sérios?
Outra coisa, oh povo democrático que respeita sinceramente as opções e as opiniões alheias. Se a Marcela Temer quer ser bela, recatada e do lar, problema dela. Não temos nada com isso. A Sra. Temer tem tanta direito de ser “do lar” como outras mulheres têm de não sê-lo. Seria civilizado deixarmos de lado este preconceito provinciano. Cada um vive a própria vida como melhor lhe apetece. Sem cobranças ou patrulhas ideológicas, OK? Que conversinha rançosa…
Finalmente, chegou o tempo de os Mortadelas – respeitosamente, escrevi em maiúscula – baterem panelas, xingarem, protestarem, serem do contra, escreverem o que quiserem na Internet. Que usufruam deste direito em paz e em total liberdade. Eu sei o quanto alivia tornarmos pública a nossa decepção. Por experiência própria, garanto que gritar é necessário. Senão, a gente enfarta. Portanto, Mortadelas, entrego-lhes o meu palco. Voltarei a escrever amenidades.
Sobre política, só falarei quando e se o presidente Temer pisar muito na bola.
Entrei em recesso. Estou atenta, mas em recesso.

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