Dilma cumpriu uma única promessa de campanha

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Lula diz que não precisa ser ministro para ajudar Dilma. E já começou bem a sua jornada beneficente. Falou com sindicalistas, levando a eles uma importante informação, que certamente muda substancialmente o cenário brasileiro: é da Lava-Jato a culpa pela derrocada da economia.
Diminuição do emprego, baixo consumo e PIB micro são consequências provocadas pela operação da PF, e deu a solução: procurem o Sergio Moro, em clara alusão a um apelo para que o juiz cesse definitivamente a operação e assim o país volte a crescer, de preferência deitado em berço esplêndido, surdo, cego e mudo.
Dedicado e comprometido com os rumos do País, Lula se mostra incansável: falou também com representantes do Congresso. Humilde, pediu a eles mais seis meses para que ele possa colocar o país nos trilhos novamente. Só seis meses, e tudo voltará a ser como dantes no quartel de Abrantes.
Na reunião com sindicalistas foi, claro, ovacionado. O grupo de homens (ou parasitas?) assentia a cada cusparada que Lula desferia em suas direções. Como gado na boiada, eles aprovaram, durante o encontro, cada uma de todas as bobagens rasteiras que saía da boca do maior larápio que esse país já teve oportunidade de conhecer.
Sobre as conversas com os parlamentares ainda não se tem notícia do resultado. Não sabemos, portanto, se essa extraordinária “articulação” vai surtir efeito prático. Afinal, o que são seis meses? Dá para esperar, Lula, dá sim.
Nessa hora eu lamento profundamente não ter envergado para o campo da saúde, especificamente a psiquiatria. Pelo menos eu teria uma resposta. Respostas nessas horas são sempre um alento, um sopro de misericórdia nesse mar de lama, insanidade e dúvidas.
Por muito tempo me perguntei por que, raios, Lula escolheu Dilma, diante de tantos quadros na raiz do partido? Tendo saído relativamente bem ao longo de toda sua vida, levando-se em conta todas as suas limitações, o que o fez cometer um erro tão crasso, tão elementar e rasteiro?
E me vem à mente a parábola da tartaruga e do escorpião: ninguém foge à sua natureza. Eles são semelhantes e semelhante atrai semelhante. Ambos sofrem da mesma doença, com poucas variações, desde a tenra idade.
Dilma foi e será a eterna tarefeira, forma que ela encontrou para ser aceita em algum grupo que lhe desse guarida. O tom cerimonioso, o tratamento com profundo respeito à hierarquia até mesmo em conversas pessoais, onde prevalece o “senhor” e “presidente” evidenciam seu caráter irremediavelmente subalterno, servil. Uma vassala disposta a qualquer tarefa para atender ao seu “senhor”.
Completamente descontrolada, assistida por gente de caráter duvidoso, limitação intelectual, moral e sem qualquer resquício de sanidade, resta a ela aumentar os decibéis, recurso do qual tem lançado mão com uma frequência anormal para um chefe de Estado. Aos berros, ignora a Constituição, a história e a liturgia do cargo. Dilma não consegue mais carregar seus próprios fantasmas; não se importa mais com o ridículo, com as leis e com a administração do país. Sua determinação – única e exclusiva – é preservar o cargo, fazendo, como prometeu, o diabo.

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