Chega de tanta humilhação

luiz-fuxTento escrever rápido, para preservar a estrutura do texto que eu imaginei, mas eu sei que, ao final, os fatos já podem estar completamente diferentes, tal a velocidade com que as coisas estão acontecendo. Tento não entrar na vibração da maioria, mas a ansiedade, o medo e a sensação de nojo de tudo o que estão esfregando na nossa cara são muito maiores do que o meu parco autocontrole.
Não bastassem as coisas transcorrerem ao longo de todo o dia, o ministro Luiz Fux profere uma decisão na madrugada. Como qualquer um de nós, estou esgotada. A sensação é a de assistir a uma partida de futebol que não acaba, com lances inimagináveis, bolas na trave e goleiros defendendo pênaltis, um atrás do outro.
O ápice do meu desencanto, do meu desprezo pela política, do meu desrespeito por quem defende essa corja foi domingo, e vem se arrastando ao longo da segunda, da terça e…
Jânio de Freitas, colunista da Folha de S.Paulo, beirando uns 80 anos, escreveu claramente: prefiro a corrupção a certas ilegalidades. Cirúrgico, traduziu magistralmente o pensamento petista: eles preferem a corrupção a qualquer forma da lei. É assim que pensam Chico, Gil, Veríssimo, e toda  corja que vive mamando nas tetas da Rouanet.
A história desse país precisa ser recontada; minha neta tem todo direito de saber, daqui a alguns anos, como esse país foi aviltado, estraçalhado e vilipendiado por uma quadrilha formada por ladrões rasteiros, psicopatas e esquizofrênicos. Maria tem que saber como uma tarefeira sem qualificação, escrúpulos ou qualquer traço de inteligência assumiu o poder e ali permaneceu por… Sei lá quantos anos, não me arrisco mais.
Lula e tudo o que ele representou na história desse país está se dissolvendo como uma pedra de gelo no asfalto de Copacabana. Grosseiro, vil. Um fantasma de si mesmo, um ser abjeto e desprezível, seguido por vassalos capazes de anular qualquer valor para permanecer sob as suas asas, caso das pseudo feministas petistas, como a própria Dilma, Clara Ant e Maria do Rosário. Humilhadas em praça pública, minimizaram as grosserias de um porco chauvinista  em detrimento de suas próprias  convicções, se é que um dia tiveram uma.
Fazem parte de uma organização criminosa mas não pensam, apenas seguem ordens como seres autômatos descerebrados, desprovidos de qualquer sentido que nos torna humanos. Cada um deles fez e faria qualquer coisa que fosse ordenada pelo chefe da quadrilha. Qualquer coisa, mesmo!
De que material esse povo foi feito? Em que pedaço de suas vidas decidiram anular cidadania, legalidade e respeito para acompanhar um crápula analfabeto?
Não consegui, ainda, decifrar esse momento, histórica, espiritual ou politicamente. Ando atordoada. Espero que depois dessa tormenta possamos juntar os cacos, e recomeçar com um mínimo de dignidade.

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