Nelson Barbosa vai a Davos defender um estado “coordenador” dos mercados

blog2-1Como o leitor sabe, estou morando na Flórida, a “América Latina que deu certo”. E tem muito argentino aqui, logicamente, como tem venezuelano e brasileiro. Enfim, gente de países afundados em crise por uma esquerda retrógrada. Mas nesses últimos dias, confesso, tenho ensaiado um “portunhol”, arriscado um “hola, como estas?”, com aquele sotaque embusteiro de um típico vendedor de bugigangas. O motivo? Ora, é simples: os argentinos estão cheios de moral com um presidente liberal fazendo reformas necessárias e indo a Davos em voo comercial, enquanto coloca para vender aviões oficiais do governo.
Enquanto isso, Dilma nem vai ao Fórum Econômico Mundial, para não “ofender” a esquerda jurássica, sua única base de apoio que restou (enquanto durar a mortadela e os cargos públicos). Em seu lugar, manda o ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, o mesmo que estava lá nas “pedaladas fiscais”, na “nova matriz macroeconômica”, enfim, em todas as cenas do crime desenvolvimentista. E claro que Barbosa não iria decepcionar. Ao menos não Belluzzo e companhia, a turma inflacionista da Unicamp. Eis o que ele disse, segundo reportagem do Estadão:
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Traduzindo para ingênuos: o “reconhecimento” do papel do mercado é tão verdadeiro quanto uma nota de três reais. É uma concessão retórica apenas, de quem, no fundo, detesta o funcionamento dessa incrível instituição, formada pela interação espontânea de milhões de pessoas em busca de seus próprios interesses. O mercado só “funciona”, segundo Barbosa e sua trupe, se for “coordenado” pelo governo. Eis o termo-chave aqui.
Os “coordenadores” do mercado seriam justamente Barbosa e sua equipe, liderados por Dilma, a grande “economista”. Claro, são pessoas clarividentes, oniscientes e, acima de tudo, abnegadas e altruístas. Eis o que o leitor leigo precisa entender, e que economistas e estudiosos sabem desde Adam Smith, e depois com Hayek: mesmo assumindo a premissa risível e absurda de que os tais “coordenadores” sejam as melhores pessoas do ramo, os mais capacitados economistas, essa “coordenação” estaria fadada ao fracasso.
O mecanismo de funcionamento do mercado é tão mais complexo do que alguns poderiam apreender reunidos numa sala, mesmo com os mais potentes computadores e as mais longas equações econométricas, que jamais esses tais “coordenadores” poderiam de fato coordenar o mercado a ponto de ele funcionar melhor. Foi o que tentou a União Soviética, com seus respeitados engenheiros russos, e deu no que deu: a Gosplan tinha milhares de equações para coordenar a economia, o país colocou o Sputinik no céu, e faltava papel higiênico para a população. Faltava tudo, na verdade!

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