Almoço de Páscoa

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O almoço de Páscoa já se tornou tradição entre as famílias cristãs. Do hebraico Pessach, que significa passagem, é um dos mais importantes eventos religiosos cristão. E, mesmo para quem não leva em conta o significado religioso, a data ganhou ares de festa familiar pedindo cardápio e decoração especial.
Os simbolismos usados com criatividade tornam marcante o almoço de Páscoa. Objetos simples do cotidiano podem servir para decorar a mesa e o ambiente. Caminho de flores sobre a mesa entremeado de pequenos chocolates formam um conjunto com simplicidade sem perder o requinte.
A ideia é inovar substituindo os tradicionais ovos de chocolate por lembrancinhas simples e originais acompanhadas de um cartão com mensagens de esperança e renovação. Cestinhos decorados com tecidos florais ou com papel crepon recheados de balas confeitadas e coloridas, bombons e pirulitos criam um ambiente festivo. Além disso, permitem acrescentar pequenos brinquedos para as crianças.
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Na Páscoa, é comum a prática de pintar ovos cozidos decorando-os com desenhos e formas abstratas. Em muitos locais ainda é um costume comum, embora os ovos em alguns locais tenham sido substituídos por ovos de chocolate. O costume é uma alusão a antigos rituais pagãos relacionados à primavera. Não por acaso, vários ovos eram pintados com gravuras que tentavam representar um elemento natural.
Ishtar ou Astarte é a deusa da fertilidade e do renascimento na mitologia anglo-saxã, nórdica e germânica. A primavera, lebres e ovos pintados com runas eram os símbolos da fertilidade e renovação a ela associados. A lebre era seu símbolo, pois através das entranhas da lebre sacrificada suas sacerdotisas eram ditas capazes de prever o futuro. A lebre de Eostre podia ser vista na Lua cheia e, portanto, era naturalmente associada à Lua e às deusas lunares da fertilidade.
Dos cultos pagãos originou-se a Páscoa, que foi absorvida e misturada pelas comemorações judaico-cristãs. A figura do coelho está simbolicamente relacionada à esta data comemorativa, já que este animal representa a fertilidade reproduzindo-se rapidamente e em grandes quantidades. Entre os povos da antiguidade, a fertilidade era sinônimo de preservação da espécie e melhores condições de vida, numa época onde o índice de mortalidade era altíssimo. No Egito Antigo, o coelho representava o nascimento e a esperança de novas vidas.
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Oferecer ovos de páscoa é um costume muito antigo. No auge do período medieval, reis e nobres mais abastados costumavam comemorar a Páscoa presenteando com ovos feitos de ouro e cravejados de pedras preciosas. Até que chegássemos ao famoso ovo de chocolate, foi necessário o desenvolvimento da culinária e, antes disso, a descoberta do continente americano.
Existente apenas nas Américas, ao entrarem em contato com os maias e astecas os espanhóis divulgaram o alimento sagrado no Velho Mundo: o cacau. O chocolate tal como é consumido hoje é resultado de sucessivos aprimoramentos realizados desde o início da colonização da América. O produto era consumido pelos nativos na forma de uma bebida quente e amarga, de uso exclusivo da nobreza.
Os europeus passaram a adoçar e a misturar especiarias para adequá-lo ao seu gosto. Somente duzentos anos mais tarde, os culinaristas franceses tiveram a ideia de fabricar os primeiros ovos de chocolate da história. Depois disso, a energia calórica do extrato retirado da semente do cacau reforçou o ideal de renovação. Assim o chocolate passou a ser associado à Páscoa.
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No cardápio do almoço de páscoa é costume servir as iguarias de peixes ou crustáceos. O Brasil tem o privilégio de dispor das mais variadas espécies de peixes frescos e crustáceos que possibilitam uma infinidade de iguarias. Alguns detalhes são importantes para verificar seu o estado de conservação: o aspecto externo de um peixe fresco é muito semelhante ao do peixe vivo, com o corpo rígido.
O olho do peixe deve estar brilhante com a pupila negra e a íris branca ou amarelada. Olhos esbugalhados e turvos indicam deterioração. As brânquias devem estar vermelhas ou rosadas. A coloração pálida e o aspecto viscoso também indicam deterioração. O cheiro normal do peixe é de maresia. O cheiro ácido ou azedo indica normalmente o início do processo de deterioração.
A melhor opção é comprar o peixe inteiro e pedir para filetá-lo. É quase impossível saber identificar de que peixe foi tirado um filé já exposto. O mesmo acontece com as postas. Se for dura e brilhante , com certeza é uma posta de peixe ósseo. Se for mole e opaca, é de um peixe cartilaginoso como o cação. Por oportunismo, em alguns restaurantes é comum servir o filé de cação no lugar do filé de badejo. Apesar do filé de cação ser gostoso quando bem preparado, o badejo tem um sabor mais suave e é mais caro.
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A tradição do bacalhau no cardápio brasileiro tem suas raízes na colonização portuguesa. Os dias de jejum imposto pelo catolicismo durante a quaresma, proibia a ingestão de comidas quentes como a carne dando origem ao consumo de peixes na páscoa.
Historicamente, a cidade do Porto foi a primeira a receber e preparar o bacalhau que os pescadores portugueses buscavam nas águas geladas da Terra Nova. Ainda hoje o Porto é a principal cidade culinária do bacalhau em Portugal. Por tradição cultural, no Brasil o nome Porto passou a identificar o bacalhau de melhor qualidade. Do Porto vinha o bacalhau para ser comercializado no Brasil.
O Cod Morhua é o legítimo bacalhau, também conhecido como Bacalhau do Porto. Considerado o mais nobre e utilizado na cozinha internacional, tem sabor inconfundível e sublime. O Cod Macrocephalus ou Bacalhau do Pacífico por sua semelhança é confundido com Bacalhau do Porto mas não tem o mesmo paladar. O Saithe é um tipo mais escuro, de sabor forte que serve para bolinhos e ensopados porque sua carne desfia com facilidade. Outros tipos é o Ling e o Zarbo que são mais populares.
Proveniente das águas que circulam o Porto Norte, o costume de salgar o bacalhau provém dos bascos que utilizavam o sal conservá-lo. Salgado é o peixe, salgado também é o preço no Brasil já que é um produto importado. Mas nem sempre foi assim. Na era medieval os pobres não podiam comprar o peixe fresco e consumiam o bacalhau salgado porque era mais barato. Somente a realeza consumia os peixes frescos. Dessa história, pode-se concluir que o verdadeiro luxo é consumir o peixe fresco…
Fonte: www.gestaodenegocioseeventos.blogspot.com

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