
Sempre defendi um critério mais justo e racional na distribuição de verbas do Orçamento da União com Estado, municípios e entidades civis. Vivi esse drama 24 anos como deputado federal. Sempre um grupo de “espertos” (deputados e senadores) se organizava previamente e dominava a Comissão que iria destinar os recursos do OGU. Por dedicar-me as grandes questões do interesse do país e do RN fui saqueado até na minha cota pessoal de verbas, por colegas de bancada. Nada podia dizer, diante do risco de ser acusado de dificultar a vinda de dinheiro para o Estado.
Todos os anos são milhões e milhões colocados numa bandeja para leilão público. A mídia publica fotos, de verdadeiros comícios, reunião da bancada federal, alojada em trenó de Papai Noel, sob o comando de lideranças políticas e civis. As reivindicações são específicas, ou seja, atendem a uma área restrita de cada parlamentar. Quer dizer: fatalmente os recursos se diluem, em prejuízo do interesse coletivo.
Critérios para as Emendas
Devo dizer que sou absolutamente favorável a destinação de recursos do OGU para atendimento aos governos locais e estaduais, organizações sem fins lucrativos. Nada contra. Porém, terão que existir critérios e a visão permanente de que o dinheiro liberado é para atender o bem comum e não nutrir colégios eleitorais. Isto é o que sempre defendi. O leitor indaga, como fazer essa mudança.
Nos Estados Unidos, um congressista aloca fundos federais para sua cidade natal, todavia s submete a regras éticas rígidas. A proposta para o Brasil seria o financiamento do Congresso depender, por exemplo, da apresentação de Projetos Comunitários, com uma justificativa e comprovação de apoio da comunidade. Um comitê técnico da Comissão de Orçamento analisaria essas solicitações.
Tais projetos seriam ainda debatidos pela Câmara dos Deputados e pelo Senado. O autor da proposta defende ativamente para garantir que permaneça no projeto de lei final do Orçamento. Em resumo, o papel de um congressista seria identificar e defender as “prioridades locais” dentro do processo formal e estruturado de orçamento e dotações federais.
Para garantir transparência e responsabilidade, o parlamentar divulgaria que ele ou familiares, não possuem nenhum interesse financeiro nos projetos. Como se vê, somente com espírito público e austeridade haverá verdadeira transparência na liberação de fundos públicos, através da classe política. Uma sugestão para o Congresso Nacional!
Curtinhas
Filme
Harriet – NETFLIX/PRIME VIDEO – A história de Harriet Tubman, ativista política que, durante a Guerra Civil americana, ajudou centenas de escravos a fugirem do sul dos Estados Unidos, logo depois que ela mesma tivesse conseguido escapar da escravidão, no ano de 1849. Suas ações contribuíram fortemente para que a história tomasse um novo direcionamento.
Frase
“Às vezes, tudo que precisamos é de uma frase certa, no momento certo”. “A fé em Deus nos faz crer no incrível, ver o invisível e realizar o impossível”.
Ataque cardíaco
Até uma caminhada de 15 minutos pode ajudar a aumentar sua longevidade. Homens e mulheres que se exercitaram por esse tempo ou mais tiveram riscos menores de ataques cardíacos
Aldeia à venda
A aldeia histórica de Póvoa Dão, em Viseu, Portugal, está à venda em leilão online com um preço base de quase 1,7 milhões de euros. Conta com uma área total de cerca de 100 hectares. Destina-se a empreendimento turístico de largo porte. As licitações no leilão, aberto ao público, correm até 05 de dezembro deste ano.
Vice de Allyson
A hipótese de candidatura o prefeito Allyson ao governo do estado fez surgir o nome da ex-prefeita Shirley para a vice. Não há veto. Mas, o comando partidário quer um grande nome, que some nas áreas urbanas do estado e acrescente voz no palanque.
Os trunfos de Fátima
Alguns empreendimentos da parceria Lula-Fátima são emblemáticos: o complexo hídrico Oiticica; a duplicação da BR 304, já com reserva de um bilhão no PAC. Esses e outros projetos embalam a candidatura de Fátima ao Senado.
Os trunfos de Rogério
Para o senador Rogério Marinho o seu “carro chefe” é a adutora do Agreste, que beneficiará 500 mil potiguares. A obra, orçada em R$ 500 milhões nasceu no Ministério Regional, quando Rogério era Ministro de Estado.
Uma verdade
Contra fatos não há argumentos. Depois do encontro de Lula com Trump, a Casa Branca “trancou-se” para o Brasil e nada de novo aconteceu.
O efeito Trump na balança
Três meses de tarifaço custaram US$ 1,5 bi em vendas para os Estados Unidos. O Brasil deve deixar de lado os rapapés e estabelecer de fato negociação para reequilibrar o mercado (Editorial do Estadão)
Fonte: Blog do Ney Lopes

