O torturador de crianças e sua cúmplice no suplício do menino e no encobrimento do crime no tribunal

O sinistro Dr. Jairinho e a deslumbrada e ambiciosa Monique se preparam para fazer o diabo para livrar a própria pele do abominável crime e culpar o ex-amor. Claro, eles se merecem.

Imagem meramente ilustrativa: Google Imagens – Pensar Piauí

Com a troca de advogados dos dois, vai começar mais um espetáculo obsceno de covardia e baixeza que já se tornou um clássico judiciário: quando a chapa esquenta para um casal, na hora do salve-se quem puder, um passa a acusar o outro de responsável pelo crime. O sinistro Dr. Jairinho, com esse nome de cafajeste nelson-rodrigueano, e a suburbana deslumbrada e ambiciosa Monique, também uma personagem rodrigueana, se preparam para fazer o diabo para livrar a própria pele do abominável crime e culpar o ex-amor. Claro, eles se merecem.

O caso remete a um dos crimes mais célebres do Brasil no século XX, envolvendo a estudante Maria de Lourdes, de 24 anos, e o engenheiro Vanderley, no que ficou conhecido como o “Caso Van-Lou”. Carlos Heitor Cony escreveu um livro sobre ela e a chamou de “Mona Lisa da Barra”. Com sua beleza exótica, seus longos cabelos e seus lábios grossos e sensuais, povoou as capas de revistas e os segundos cadernos dos jornais. Foi até retratada pelo grande artista pop Rubens Gerchman, numa mistura com a Mona Lisa, que se popularizou como pôster.

Tudo começou entre novembro e dezembro de 1974, quando foram encontrados mortos dois ex-namorados de Lou na então deserta Barra da Tijuca. Após longas investigações Lou e Van foram presos e, depois, no tribunal, protagonizaram um duelo sórdido de acusações. Van dizia que queria se casar com Lou, mas tinha medo dos antecedentes dela; Lou dizia que Van matou seus ex por ciúmes retroativos. Terminaram os dois condenados, ela a 20 anos e ele a 15, e cumpriram as penas.

Agora o torturador de crianças vai se encontrar no tribunal com a mulher fútil e insensível que foi ao salão depois de enterrar o filho, sua cúmplice no suplício do menino e no encobrimento do crime.

A única esperança da defesa é que o doutor de araque, que não sabia nem fazer uma respiração boca a boca ou uma massagem cardíaca, tenha comprovada a sua “insanidade mental”, como o Adélio da facada em Bolsonaro, e escape da prisão, mas para o manicômio judiciário. Não se sabe o que é pior, mas é o mínimo que merece, e por muito tempo, um ser humano tão abjeto. E ainda o aguarda uma punição extra: sabe-se como os assassinos de crianças são tratados nesses lugares. Por isso seu pai, coronel da PM e político como ele, visitou ilustres presos amigos guardados em Bangu 8 para pedir proteção ao filho.

O mais difícil de entender é o que leva um homem a aterrorizar, espancar e matar uma criança indefesa. Não é apenas (apenas ?) sadismo e covardia. Deve haver alguma origem profunda, um ódio secreto acumulado, uma infância violenta e sofrida, abusos sexuais, estupros. Nenhuma justificativa ou complacência com o assassino, apenas interesse científico e patológico sobre a malignidade da raça humana.

Einstein disse que “só duas coisas são infinitas, o Universo e a estupidez humana; mas ainda tenho dúvidas quanto ao Universo.” Esqueceu da maldade e crueldade dos humanos, sem paralelo com os animais mais ferozes do planeta, que só matam para comer ou se defender.

Fonte: O Globo

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