O Moisés da Linha Amarela

Foto: Arquivo Google – Gospel Prime

Quem vai pagar a conta do vandalismo de Crivella na Linha Amarela, abrindo a praça de pedágio como um Moisés ao Mar Vermelho? Quem vai pagar as multas por rompimento de contrato? E por desrespeito à Justiça? É claro que somos nós, que pagamos impostos, e vemos nosso dinheiro jogado fora pelos destemperos do futuro ex-prefeito.

Seu astuto plano de populismo eleitoreiro é baixar de R$ 7,50 para R$ 2 o pedágio da Linha Amarela. Acha que o povo vai adorar e, como é bobo, reelegê-lo. É tosco assim. Mas como isso só cobre uma parte do custo de manutenção e do investimento, o resto terá que ser subsidiado pela prefeitura. Adivinhem com o dinheiro de quem?

Se a prefeitura anterior fez um péssimo negócio com a Lamsa, e certamente alguém levou algum e várias mãos foram molhadas, como é tradição no Rio de Janeiro, o caso é de perseguir judicialmente os responsáveis e cobrar-lhes, como faz a Lava-Jato, pelos prejuízos. A retroescavadeira simboliza bem o jeito Crivella de governar, cava buracos e destrói paredes, sempre para trás. Vade retro!

Quem percorre estradas privatizadas sabe bem as diferenças para as estaduais e municipais, sempre esburacadas e mal sinalizadas. No caso das privatizadas, os veículos que usam a estrada boa pagam por isso. Alguém tem que pagar, o investimento na construção foi grande, e a manutenção é cara. Mas por que todos os contribuintes da cidade deverão pagar pelos subsídios a uma via expressa que eles não usam? A lógica do pedágio é só os que usam têm que pagar. Se mais ou se menos, é outra história.

Enquanto o Brasil está precisando e priorizando privatizações, o Rio de Janeiro dá um visão sinistra para qualquer investidor. De Cidade Maravilhosa passou a Cidade Partida e de Cidade Falida chegou a Cidade Devastada. Se Crivella é nosso pastor, tudo nos faltará.

Crivella, Witzel e Bolsonaro. Que fase!

N.A.: Como tricolor de coração, saúdo o Flamengo por dar à cidade o orgulho de um time padrão Champions, que dá gosto ver jogar. Menos contra nós rsrs.

Fonte: O Globo – Edição Digital

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