Exemplos nada exemplares

Foto: Arquivo Google – Índice

O ministro Osmar Terra disse que a maconha destrói as pessoas e deu o exemplo de um jovem parente brilhante que a cannabis tornou um fracassado. Na verdade, o fracassado escolheu ser dominado por ela. Mas alguns grandes artistas desmentem seus temores.
Sir Paul McCartney, 77, fumou diariamente e construiu uma obra monumental. Aos 70, disse que ia parar, “para não dar mau exemplo à juventude”. Muito mau mesmo, com todas aquelas músicas horrorosas kkkk.
BobDylan, Prêmio Nobel de Literatura e maconheiro, foi quem a apresentou aos Beatles, mudando a história do pop. Depois de serem condecorados pela rainha, torraram um joint no banheiro do Palácio de Buckingham.
O gênio de João Gilberto encontrou durante toda a vidana cannabis sua companheira inseparável nas meditações e no obsessivo trabalho de criação musical. É impossível dizer que prejudicou sua arte. Sua obra impecável é reconhecida em todo o mundo e orgulha o Brasil.
O oposto do perfeccionismo minimalista de João, a explosão de talento, criatividade e suingue de Tim Maia também teve nos “bauretes” a sua fonte de inspiração musical e de piadas que até hoje alegram o Brasil.
Em sua autobiografia, Rita Lee conta que todas as suas músicas foram feitas soba influência de alguma substância, sem que se possam diferenciar, pelo estilo e pela qualidade, das que foram feitas agora, com ela finalmente sóbria.
Gilberto Gil diz que fumou até os 50 anos, já com uma obra gigantesca que não indica qualquer dano à sua capacidade criativa, seu rigor e sua produtividade. Já Caetano detesta maconha e careta sempre produziu tão bem quanto Gil.
É melhor parar por aqui antes que me acusem de promover o consumo de plantas ilícitas no Brasil, embora liberadas em vários países.
O que estou dizendo é que não há maconha que dê, ou tire, talento de quem não tem, ok?
Sim, às vezes o excesso pode levar pessoas talentosas à paranoia, à depressão e à improdutividade. O que para uns é remédio, para outros é veneno. A escolha é de cada um. E não do Estado.

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