Dinastias do atraso


Dinastia, clã, família (Foto: Pixabay)

As dinastias do atraso são formadas por gerações de clãs que exercem a política em benefício de seus interesses pessoais e familiares
Nossa maior esperança para 2018 é uma radical renovação do Congresso apodrecido nas urnas. Sem isso, qualquer presidente será refém da bancada multipartidária do atraso, que se renova a cada legislatura com os mesmos sobrenomes.
Dos 81 senadores, 59 têm ou tiveram familiares com mandatos.
No Nordeste, entre os 27 senadores, 21 são de famílias que se espalham por vários partidos e se perpetuam no Congresso como se as cadeiras fossem hereditárias. Seus irmãos, filhos, avôs, pais, netos e cônjuges passaram por governos estaduais, prefeituras e pelo Parlamento.
São dinastias do atraso formadas por gerações de clãs que se entranharam no poder e exercem a política como atividade profissional, em benefício de seus interesses pessoais e familiares. Ou como vício.
Antigamente, no tempo do Sarney e de ACM, quando havia boatos de que algum chefão ia sair da política, eles diziam: “Ah, eu queria muito sair, estou cansado, mas sabe como é… a política é uma cachaça.”E se eternizavam no poder bebendo uísque.
O tempo passa, e a profecia-maldição do doutor Ulysses, de que o Congresso seguinte será sempre pior do que anterior, se confirma a cada eleição.
Com um terço dos parlamentares réus ou investigados, o atual é o mais sujo da história, mas não se sabe quantos seriam se houvesse Lava-Jato nas legislaturas anteriores.
Ao menos agora já se tem um “índice de delinquência” que pode ser confrontado com o do novo Congresso ao fim da legislatura.
O doutor Ulysses sempre desejou que sua profecia fosse desmentida, mas se não for agora, que os ânimos estão exaltados e as pessoas mais informadas, e também mais mal informadas, do que nunca, quando será?
O problema é que a desmoralização, o desprezo, o ódio aos políticos, por justos e fartos motivos, certamente abrem espaço para aventureiros, justiceiros, populistas, evangelistas, celebridades de ocasião, camelôs ideológicos…
Mas se a profecia ulysseana se realizar em outubro, pontual como o programa de Natal de Roberto Carlos, pode ser tão ruim que teremos saudades dos antigos ladrões …rsrs.
Desejo um 2018 péssimo para eles!
Fonte: Blog do Noblat

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