Cartas na mesa

Cartas, mesa, jogos, baraho (Foto: Arquivo Google)

Um candidato que apresentar um futuro núcleo de governo que privilegie a qualidade, integridade e eficiência de sua equipe de trabalho ganhará muitos votos
Na estratégia de tentar agregar prestígio e confiança à sua candidatura, Jair Bolsonaro apresentou o seu futuro ministro da Fazenda, o respeitado economista e professor Paulo Guedes. E acabou dando uma boa ideia para outros candidatos, que podem, e devem, ir além, apresentando seu núcleo de governo e os seus ministros mais importantes, para participar da campanha dizendo como executarão o programa de governo.
É importante o eleitor saber antecipadamente qual a equipe de trabalho e suas credenciais para realizar o programa econômico e social do candidato. Seria um rude golpe nas velhas politicagens partidárias de partilhar o butim com aliados depois das eleições. Com as nomeações públicas e transparentes, o debate se amplia e se aprofunda sobre as intenções e gestos do candidato. Serão cabos eleitorais de luxo, a cara do governo e corresponsáveis por ele.
Um candidato que apresentar um núcleo de governo que privilegie a qualidade, integridade e eficiência de sua equipe de trabalho, acima dos partidos e das conveniências eleitoreiras, certamente ganhará muitos votos, enquanto outros vão eleger às cegas, dar um cheque em branco a um candidato que pode aparelhar o governo com companheiros de lambanças, em negociações espúrias de apoios e de dinheiro, como sempre.
Imaginem se Collor tivesse apresentado seu time de governo na campanha? Zélia, Egberto Batista, Pedro Paulo Leoni, a equipe seria massacrada, ele poderia perder a eleição.
Se a equipe de governo de Dilma tivesse participado da campanha de 2014, com Mantega, Arno Augustin, Pepe Vargas, Ideli Salvatti, e escrutinada pela opinião pública, teria lhe tirado muitos votos.
Um não candidato como Luciano Huck, se quiser se engajar ativamente na campanha de um candidato que o represente, participando de comícios e comerciais de televisão, além de agregar popularidade, seria um conselheiro e fiador do candidato e ficaria claro que teria forte influência no governo, mas sem nenhum cargo oficial — e sem se expor, e à sua família, às vilezas e baixarias de uma campanha suja.
Diz-me com quem andas e te direi como governas.
Fonte: Blog do Noblat

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