Como será o amanhã?

bola_cristalBola de cristal (Foto: Arquivo Google)

Como nos cartazes vistos na Avenida Paulista, os milhões que foram às ruas querem o país de volta. É melhor o Congresso se coçar.
Nunca antes este país protagonizou um ato político desse porte. Os milhões que foram às ruas em todos os cantos encurralaram de vez a presidente Dilma Rousseff e o ex Lula. Mandaram o PT às favas. E, com ele, a eterna ladainha de que o partido e seu líder maior são vítimas de uma mirabolante conspiração de direita, mancomunada com a mídia golpista.
Depois deste domingo, 13, não há mais espaço para a inversão dos valores que tão habilmente o PT sempre fez.
Os milhões que foram às ruas repudiaram o engodo que por anos vitimou o país. Não querem mais saber de gente que fala em nome dos pobres enquanto goza das benesses do poder ou se locupleta. Ou ambos. Muito menos de quem xinga as elites em público e, entre paredes, aceita favores e festeja ao lado delas.
As ruas berraram contra a corrupção e a favor das investigações, personificadas no juiz Sérgio Moro, condutor da Lava-Jato. Berraram por um basta nas mentiras.
E agora?
Ainda que o fardo tenha sido tecido com persistência em mais de uma década de petismo, ele também cai sobre as costas da oposição. E há muitos que rejeitam a tutela dos oposicionistas da vez, rechaçando Alckmins, Aécios, Martas.
Governo e PT devem estar em pânico. A melhor saída de Dilma já era e continua sendo sair. Mesmo sem contabilizar eventuais novos danos da Lava-Jato, no Congresso ou no TSE, a ela não sobra espaço nem para um adeus digno. A porta já bateu nas suas costas.
Lula, que já foi o rei das ruas, consegue, no máximo, plateia e aplausos de militantes pagos. Assalariados da máquina ou sustentados pelos “movimentos sociais” que ainda mamam no governo. O grande líder foi reduzido a alguém que tem contas a acertar com a Justiça, que reclama de perseguição e não consegue explicar por que empreiteiros custeiam o seu lazer e o de sua família.
Como nos cartazes vistos na Avenida Paulista, os milhões que foram às ruas querem o país de volta. É melhor o Congresso se coçar.

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