De grão em grão… fiz um artigo

Fiquei interessadíssima numa série da TV americana, Blue Bloods.

Carro da polícia de Nova York (Spencer Platt/Getty Images/AFP)

Na minha idade a TV é uma companhia e tanto. Sobretudo quando se está acamada como eu estive na ultima semana. Eis o que mais me ocupou:
1) Fiquei interessadíssima numa série da TV americana, Blue Bloods. Trata-se de uma série policial, americana, com excelentes atores e um cuidado incrível na produção. Foi filmada em Nova York, o que nos leva a conhecer bem a cidade toda e não apenas os bairros mais turísticos.
Com 8 episódios e caminhando para o 9º, o que a distingue é a família Reagan, coração da série. Conta a história dos Reagan, do bisavô aos dois bisnetos, que são: Henry Reagan, filho de irlandeses, policial aposentado, ex-Comissário de Policia de Nova York; Frank, seu único filho, atual Comissário de Polícia de NY, a célebre NYPD, que dirige com mão de ferro e muita inteligência; Danny, filho mais velho de Frank, detetive de primeiro grau; Linda Reagan, enfermeira, mulher de Danny; Erin Reagan, filha única do Comissário, Promotora-assistente da Promotoria de Manhattan; Jamie, filho caçula de Frank, policial; as crianças Jack e Sean, bisnetos de Henry, filhos de Danny e Linda. Em suma, todos empenhados em tornar a cidade de Nova York uma cidade onde a Justiça impere.
Claro que sendo uma série policial, tem muitas cenas violentas, muitos crimes, muitas situações onde a força policial é imprescindível. Mas o que torna essa série especial é a parte cultural. Começa com o jantar dominical dos Reagan, quando eles se reúnem em volta da mesa, do bisavô aos bisnetos, e onde todos comentam o que lhes aconteceu na semana que passou e todos palpitam sobre tudo, inclusive os pequeninos.
São muitas as citações literárias, as indicações de bons filmes, os poetas mencionados por Frank, de Walt Whitman a John Donne. Enriquecem ainda o seriado as conversas especiais entre pais e filhos.
Fico numa inveja atroz! Como seria bom ter uma NYPD aqui!
2) A Central das Eleições na Globo News. Desconfiada do modelo do programa, 10 entrevistadores para um único entrevistado, assisti às 3 até agora apresentadas com algumas dúvidas e muitas certezas. A primeira certeza é sobre a quantidade excessiva de entrevistadores. São tantos que para que todos tenham oportunidade de fazer perguntas é necessário estar quase à toda hora interrompendo o candidato que acaba não podendo se estender sobre o assunto que lhe foi proposto.
Mas, no todo, foi uma excelente ideia, já que nos deu a oportunidade, nesta campanha estranha de uma eleição que se aproxima a passos largos, de conhecer um pouco melhor os cinco candidatos que as pesquisas apontam como em primeiro lugar na escolha dos eleitores.
Tive algumas surpresas, boas umas, péssimas outras. O Brasil precisa tanto ser repaginado e bem administrado que assisto aos candidatos falarem pedindo a Deus que o eleito não saia da rota que prometeu.
E mais não falo porque sou apenas uma eleitora idosa bem intencionada…
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Mudando de assunto: amanhã, 5 de agosto, comemoro 13 anos de colaboração semanal com o Blog do Noblat. Tem sido um prazer imenso trabalhar com o jornalista Ricardo Noblat, excelente profissional e ótimo professor. Tenho aprendido muito com ele, sobre Jornalismo, sobre Imprensa e, especialmente, sobre a vida, ao ver o pai e avô maravilhoso que ele é para seus três filhos e seis netinhos.
Este é meu cantinho na vida cibernética e daqui não saio, daqui ninguém me tira… só a indesejada da gentes, como disse com muito sentimento o grande Manuel Bandeira.
Fonte: Blog do Noblat

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