8 de agosto de 2022
Lucia Sweet

Soft Brexit, Hard Brexit or No Brexit?


A proposta apresentada por Teresa May foi fragorosamente derrotada pelo parlamento inglês. Na contramão dos analistas que atribuem como o grande problema o custo econômico desta saída, eu fiz esta reflexão que posto novamente. Nunca as coisas são o que parecem ser.
O mundo, como eu o conhecia , mudou para sempre a partir de 11 de setembro de 2001, 9/11 , com os ataques terroristas nos Estados Unidos que derrubaram as Torres Gêmeas e atingiram o Pentágono.
E a União Europeia, um sonho hoje comprovadamente utópico de fronteiras abertas e moeda única, começou a ruir onze anos depois, em 2012, quando em Strasburg, a Corte Europeia de Direitos Humanos — sempre os supostos direitos humanos, já repararam? – derrubou uma decisão da Suprema Corte Britânica de deportar para a Jordânia o clérigo radical islâmico Abu Qatada, defensor da al-Qaeda.
Naquele dia, eu comentei com o Tomaz que a Grã-Bretanha tinha sofrido um ataque frontal à sua soberania e que isso não ia ficar assim. Podem dizer o que quiserem, mas quatro anos depois, em junho de 2016, venceu o BREXIT na Inglaterra, que decidiu sair da União Europeia — uma surpresa tão grande para o mundo quanto a eleição de Donald Trump cinco meses depois. Duas surpresas causadas, a meu ver, não pelo BREXIT nem por Trump, mas pela manipulação acintosa e inútil dos órgãos de comunicação e pesquisas de opinião.
Agora, enquanto a esquerda é “progressista”, o centro é “populista” e a direita é racista, homofóbica, misógina , nazista, etc. ( apesar do partido nazista ter sido socialista, mas quem se importa com fatos?) E cada vez que a esquerda perde uma eleição há um “ataque” à democracia – golpe.
Ou seja, repito, o mundo como eu o conhecia, não existe mais.

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Jornalista, fotógrafa e tradutora.

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