O novo ano e a autodestruição

Imagem: Arquivo Google – Amino Após

O ano mal começou e o carrossel da autodestruição da imprensa não para de dar suas aparentes infinitas voltas.

Depois de a extrema imprensa passar o ano de 2019 com manchetes sobre FOFOCAS, e verem seus assinantes e audiência despencarem, o normal seria corrigirem seus erros. Mas não.

Acuse-os do que você faz. Por exemplo, na recente demissão do secretário de cultura, a narrativa é que ele não foi demitido por ser nazista: foi nomeado por ser nazista. Ora, a inferência é que quem nomeia um nazista é outro nazista.

Será que esses jornalistas de esquerda esqueceram que o partido de Hitler era socialista? Dos trabalhadores? Alguém já ouviu falar de socialismo de “direita”?

E o Presidente mais amigo de Israel e dos judeus das últimas décadas (y compris seus eleitores) seria um nazista disfarçado?

Sinto um tal cansaço intelectual por vergonha alheia que chego a passar alguns dias afastada das notícias para preservar minha paz interior.

E acusam os outros de serem nazistas com MENTIRAS, uma das práticas de propaganda de Joseph Goebbels. Vejamos:

Uma mentira repetida com bastante frequência torna-se verdade”. Entre os psicólogos essa afirmativa é conhecida como o efeito denominado de “ilusão da verdade”.

Ou, como escreveu o psicólogo Tom Stafford num artigo publicado pela BBC em outubro de 2016, ”a repetição faz com que uma notícia se torne aparentemente mais verdadeira, não importa que seja falsa. Entender esse efeito pode ajudar a evitar que você se torne uma vítima da propaganda, diz o psicólogo.

Divulga-se uma mentira e, após um intervalo que pode ser de dias ou até de semanas, repete-se a mentira novamente, com alguns acréscimos de novas fake news.

Cito o artigo: “A principal conclusão é que as pessoas tendem a classificar os itens que viram antes como mais prováveis ​​de serem verdadeiros, independentemente de serem verdadeiros ou não, e aparentemente pelo único motivo de serem mais familiares.

Então, aqui, capturado no laboratório, parece ser a fonte do ditado: se você repetir uma mentira com bastante frequência, ela se tornará a verdade. E se você olhar ao seu redor, poderá começar a pensar que todos, de anunciantes a políticos, estão tirando proveito desse ponto fraco da psicologia humana.

Mas um efeito confiável no laboratório não é necessariamente um efeito importante nas crenças do mundo real das pessoas. Se você realmente pudesse fazer uma mentira parecer verdadeira por repetição, não haveria necessidade de todas as outras técnicas de persuasão.

Um obstáculo é o que você já sabe. Mesmo que uma mentira pareça plausível, por que você deixaria de lado o que sabe apenas porque ouviu a mentira repetidamente?

Recentemente, uma equipe liderada por Lisa Fazio, da Universidade de Vanderbilt, começou a testar como a ilusão da verdade interage com nosso conhecimento prévio.

Isso afetaria nosso conhecimento existente? Eles usaram afirmações verdadeiras e não verdadeiras emparelhadas, mas também dividiram seus itens de acordo com a probabilidade de os participantes saberem a verdade (então “O Oceano Pacífico é o maior oceano da Terra” é um exemplo de itens “conhecidos”, que também acontece ser verdade e “O Oceano Atlântico é o maior oceano da Terra” é um item não verdadeiro, para o qual as pessoas provavelmente sabem a verdade real).

Seus resultados mostram que a ilusão do efeito da verdade funcionou tão fortemente para itens conhecidos quanto para itens desconhecidos, sugerindo que o conhecimento prévio não impedirá que a repetição influencie nossos julgamentos de plausibilidade.“

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