10 de agosto de 2026
Lucia Sweet

Nobel da Paz

O Prêmio Nobel da Paz perdeu a relevância há tempos. Vou citar apenas três laureados, no mínimo controversos: Obama, Al Gore e Arafat.

Barack Obama, Presidente dos Estados Unidos de 2009 a 2017, do Partido Democrata (esquerda), recebeu o Nobel da Paz em 2009 por promessas, mas deixou um legado de conflitos contínuos para Donald Trump).

Durante seu governo, os Estados Unidos estiveram envolvidos em conflitos armados e intervenções militares, o que tornou Obama o primeiro presidente americano a manter o país em guerra durante todos os dias de seus dois mandatos.

Obama herdou duas grandes guerras (Afeganistão e Iraque) de seu antecessor, George W. Bush, mas expandiu as operações para outros países. Ele não iniciou guerras em larga escala com invasões terrestres, mas autorizou ações que resultaram em mais de 26 mil bombas lançadas, só 2016, em pelo menos sete países com ações militares diretas: Afeganistão, Iraque, Líbia, Paquistão, Somália, Iêmen e Síria.

Al Gore, também do Partido Democrata (esquerda) e Vice-Presidente dos Estados Unidos de 1993 a 2001, sob a administração de Bill Clinton, recebeu o Prêmio Nobel da Paz em 2007, por seus esforços em aumentar a conscientização global sobre as mudanças climáticas e por promover ações para combater o aquecimento global.

No documentário “An Inconvenient Truth”, de 2006, Al Gore previu que o aquecimento global causaria o derretimento das calotas polares por volta de 2013. Essas projeções não se concretizaram, claro, mas essa gente, em vez de reconhecer o erro, não se dá por vencida e muda as previsões para um Ártico sem gelo entre 2030 e 2050, “dependendo” das emissões. O aumento do gelo detectado é considerado uma “anomalia” pelos defensores do aquecimento global e não, uma refutação.

O Prêmio Nobel da Paz em 1994, Yasser Arafat: recebeu o Prêmio Nobel pelos esforços pela paz no Oriente Médio, especialmente com a assinatura dos Acordos de Oslo em 1993, que visavam a reconciliação entre israelenses e palestinos, como sempre, com a retirada gradual de Israel dos territórios ocupados.

Arafat faleceu em 11 de novembro de 2004, e relatórios indicam que ele controlava bilhões de dólares em fundos públicos palestinos desviados para contas pessoais, mas o valor exato da herança familiar (para sua viúva Suha Arafat e filha Zahwa) não é consensual. É fato que a viúva comprou imóveis de luxo em Paris e Londres.

O New York Times descreve que, até os assessores de Arafat, desconheciam a extensão total de sua fortuna. Rumores de corrupção mancharam seu legado, com acusações de desvio de ajuda internacional, enquanto o povo palestino permanecia na miséria.

Documentos de contadores de Arafat, citados em investigações post-mortem, revelaram mais de US$ 1,3 bilhão em contas escondidas na Suíça, Caribe e Egito. Isso gerou disputas entre a viúva e a Autoridade Palestina, que alegava que os fundos pertenciam ao povo palestino.

Enquanto isso na Venezuela, o povo continua oprimido.

Lucia Sweet

Jornalista, fotógrafa e tradutora.

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Jornalista, fotógrafa e tradutora.

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