9 de maio de 2026
Lucia Sweet

Esperança

Quando a tempestade passar,
as estradas se amansarem,
E formos sobreviventes
de um naufrágio coletivo,
Com o coração choroso
e o destino abençoado
Nós nos sentiremos bem-aventurados
Só por estarmos vivos.

E nós daremos um abraço ao primeiro desconhecido
E elogiaremos a sorte de manter um amigo.

E aí nós vamos lembrar tudo aquilo que perdemos e de uma vez aprenderemos tudo o que não aprendemos.

Não teremos mais inveja pois todos sofreram.
Não teremos mais o coração endurecido

Seremos todos mais compassivos.

Valerá mais o que é de todos do que o que eu nunca consegui.

Seremos mais generosos

E muito mais comprometidos

Nós entenderemos o quão frágeis somos, e o que significa estarmos vivos!

Vamos sentir empatia por quem está e por quem se foi.

Sentiremos falta do velho que pedia esmola no mercado, que nós nunca soubemos o nome e sempre esteve ao nosso lado.

E talvez o velho pobre fosse Deus disfarçado…

Mas você nunca perguntou o nome dele. Porque estava com pressa…

E tudo será milagre! E tudo será um legado!

E a vida que ganhamos será respeitada!

Quando a tempestade passar eu te peço Deus, com tristeza, que Você nos torne melhores, como Você “nos” sonhou.

N.A.: Alexis Valdés, cubano radicado nos Estados Unidos, escreveu em 2020 este poema (erroneamente atribuído a K. O’Meara).

Lucia Sweet

Jornalista, fotógrafa e tradutora.

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Jornalista, fotógrafa e tradutora.

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