É preciso não esquecer

“É preciso não esquecer os heróis de Varsóvia, os mártires de Treblinka, as crianças de Auschwitz. Eles lutaram sozinhos, eles sofreram sozinhos, eles viveram sozinhos, mas eles não morreram sozinhos, porque alguma coisa em todos nós morreu junto com eles”. —Elie Wiesel

Wiesel, um sobrevivente do Holocausto, laureado em 1986 com o prêmio Nobel da Paz, numa época em que o prêmio Nobel da Paz ainda não tinha sido desacreditado, morreu em 2 de julho de 2016, aos 87 anos.

Wiesel disse que o que viu nos campos de concentração o fez perder o desejo de viver por toda a eternidade, mesmo que ele fosse condenado a viver tanto quanto Deus. E que as chamas das cremações consumiram a sua fé para sempre.

Afirmou que “Sempre que houver um ser humano perseguido, eu não permanecerei em silêncio”.

Ele também disse: “Temos de tomar partido. A neutralidade ajuda o opressor, nunca a vítima. O silêncio encoraja o torturador, não o torturado”.

Em 2008, Elie Wiesel perdeu para Bernie Madoff as economias da vida inteira e $15 milhões de dólares da sua fundação, a Elie Wiesel Foundation for Humanity, uma organização para promover a tolerância e a igualdade .

Ele recebeu um telefonema de seu filho para avisar que Bernie Madoff tinha sido preso por lesar milhares de investidores num esquema fraudulento.

Assim que desligou o telefone olhou para sua mulher Marion e a reação dos dois, segundo ele contou para Oprah foi:

“Já vimos coisa pior”.

Assim que a notícia de que a Fundação perdeu tudo foi divulgada, algo muito bonito aconteceu:

Eles começaram a receber centenas e centenas de cartas com doações, grandes e pequenas, de judeus e não judeus americanos. E essas doações ajudaram muito.

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