Aula magna de elegância e do bom direito

julio-marcelo-de-oliveira-globonewsProcurador do Tribunal de Contas da União “Julio Marcelo de Oliveira

Segundo Adriano De Aquino, o procurador do Tribunal de Contas da União “Julio Marcelo de Oliveira é a Janaína Paschoal versão budista ” – zen budista, eu acrescento.
Julio Marcelo não se fez de ” enrugado”, como ouvi dizer recentemente (em vez de “rogado”). Foi duro, preciso , firme e irônico, sem perder a elegância, e não levou desaforo para casa.
Apanharam dele todos os petralhas e defensores do governo que tentaram se meter a besta e continuaram a repetir a surrada palavra “golpe”. Disseram que Dilma não cometeu ” pedaladas fiscais”. O procurador lembrou a eles que o ministro Gilmar Mendes acabou de conceder liminar cancelando mais uma pedalada de 100 MILHÕES por decreto sem autorização do congresso para gastos com publicidade, o que comprova a dificuldade que tem Dilma Rousseff de cumprir a lei.
Disse ao senador José Pimentel, PT Ceará, que falou categórico em defesa da indefensável Dilma, que foi uma grande perda para o Tribunal de Contas o senador não ter conseguido passar no concurso para o TCU, por seus conhecimentos jurídicos. Uma ironia tão fina que teve gente que ficou na dúvida se aquilo era um elogio, mas teve a certeza de que o senador foi reprovado.
Observou a Senadora Fatima Bezerra, PT RN, outra aberração, que, mesmo lendo, não conseguiu de jeito nenhum pronunciar a palavra ” partícipe”: disse parcipe, parpice, gaguejou e desistiu. Essa disse que não queria perguntar nada e repetiu a decoreba de que estava convencida que a  “presidenta” não cometeu crime algum.
Viu o Lindbergh comportando-se como um pivete trombadinha que não percebeu que envelheceu, chamar o senador Ronaldo Caiado de mentiroso – só faltou cuspir no Caiado – e fugir, porque Caiado se levantou e chamou Lindbergh para resolver a discussão ” lá fora”. Tudo porque Caiado leu a notícia de que Dilma mandou apagarem todos os arquivos dos ministérios para atrapalhar o governo Temer, o que é CRIME. Mais um.
O procurador Julio Marcelo também rebateu uma acusação falsa, chamando (sem chamar) de leviana a Vanessa Grazziotin do PCdoB – disse que era uma leviandade – que o acusou de ter participado de atos pelo impeachment, com ” centenas” de fotos para comprovar, uma mentira divulgada por blogs sujos ” a favor desse governo”, como esclareceu o procurador. Ela ficou bem caladinha.
Aliás, segundo Lauro Jardim, a “senadora Vanessa Grazziotin (PC do B-AM) foi a mais cara do Congresso em 2015: a única parlamentar que gastou mais de meio milhão de reais da cota parlamentar. No total, os 81 senadores gastaram R$ 22,8 milhões ao longo do ano. Em seguida, aparecem João Capiberibe (PSB-AP), Telmário Mota (PDT-RR), José Pimentel (PT-CE) e Sérgio Petecão (PSD-AC) – por coincidência, ( por coincidência?) todos são contra o impeachment de Dilma Rousseff e juram que a ” presidenta” é ” honesta.
Os outros dois juristas convidados não ficaram para trás: o professor do Departamento Econômico, Financeiro e Tributário da Universidade de São Paulo José Mauricio Conti e o presidente do Instituto Internacional de Estudos de Direito de Estado, Fábio Medina Osório, que pelo bonito português que fala, lembra o Ministro Celso de Mello.
Foi uma aula magna de elegância e do bom direito. Quem não assistiu perdeu.

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