
Depois do fim do regime militar, os anistiados da época — que mataram, esquartejaram, sequestraram e assaltaram bancos, entre outros crimes — chamam de ditadura esse período que foi de paz e prosperidade.
Esses ingratos que hoje tomaram o poder, berram a plenos pulmões “sem anistia!” para inocentes desarmados condenados por empunharem batom, bíblias, fazer pix de $500 reais e falar mal de certas autoridades. E, por incrível que pareça, esses anistiados que se recusam a investigar o furto de bilhões de aposentados e toda sorte de falcatruas e propinas, ocupam o espaço “moral”, intelectual, jurídico e jornalístico dominante.
Com o fim do governo militar em 1985, com o que chamaram de redemocratização e a Constituinte de esquerda de 1988, o rótulo “de direita” virou tabu no Brasil. Nunca houve no Brasil um partido de direita ou conservador antes de Jair Bolsonaro, depois da anistia concedida pelo General Figueiredo.
A esquerda, que diz até hoje ter lutado contra a ditadura da farda, impôs a ditadura da corrupção. A esquerda chamava de repressão não querer entregar o Brasil a regimes autoritários estrangeiros. Hoje chama de defesa da democracia a repressão cruel e violenta a quem ousa defender a liberdade de expressão, denuncia a roubalheira e não apoia a aliança do Brasil com ditaduras sanguinárias.
Estudos de ciência política – como o de Timothy Power, que cunhou o termo “abashed right” – mostram que, na Assembleia Constituinte, quase ninguém se posicionava à direita. A direita cessou de existir no Brasil.
Entre 1985 e 2018, raríssimas pessoas declaravam-se de direita. Pequenos grupos de militares da reserva e intelectuais conservadores como Roberto Campos ou Mário Henrique Simonsen, criticavam a “Constituição cidadã” de 1988 por ser estatizante, mas não diziam que eram de direita no dia a dia político.
Olavo de Carvalho é o nome que mais aparece como o grande inspirador da direita brasileira pós o que a esquerda chama de ditadura. A partir dos anos 90, ainda no século XX, especialmente com o livro “O Imbecil Coletivo”, publicado em 1996, e a sua coluna em O Globo, Olavo de Carvalho foi um dos poucos que atacava abertamente a hegemonia cultural da esquerda, o gramscismo e o PT. Posicionava-se explicitamente como conservador e de direita, influenciando gerações de jovens e futuros conservadores, hoje chamados pela esquerda light e radicais de esquerda de “bolsonaristas”.
Jair Bolsonaro, ex-presidente, preso político e deputado federal desde 1991, é a grande exceção na política. Nunca escondeu sua defesa do regime militar, pautas de segurança e valores conservadores e antipetismo. Fontes acadêmicas o descrevem como “caso desviante” exatamente por não ter entrado na onda da “direita envergonhada”.
Antes de Bolsonaro a direita existia em pautas econômicas, morais e de segurança mas, vivia camuflada de centro ou silenciada.
Então, hipócritas e oportunistas órfãos do PSDB, centrão et caterva, vocês só enganam quem quer ser enganado. Nunca fizeram oposição real ao PT. Sempre foram aliados. Parem de achincalhar os conservadores chamando-os com intenção pejorativa de “bolsonaristas”.
Flávio Bolsonaro no momento é o único que tem popularidade para vencer as eleições no Brasil, caso a esquerda não volte a “tomar” o poder, o que, sem voto impresso auditável e contagem pública de votos, é uma incógnita. É como se você fizesse um depósito no caixa eletrônico do banco e recebesse um comprovante sem o valor que foi depositado.

