“Todos os animais são iguais. Mas alguns animais são mais iguais do que os outros”

A frase faz parte de “A Revolução dos Bichos”, uma das obras clássicas de George Orwell.
Imagem: Google – O Antagonista (meramente ilustrativa
No contexto do livro, a frase original era “Todos os animais são iguais”. Mas, depois que a classe dos porcos implementou sua dominação sobre os outros animais da fazenda onde se passa a história, o complemento foi acrescentado.

E o que significa? Que todos os animais são iguais, mas alguns são mais iguais, ou seja, pertencem à massa que nasceu para ser controlada, oprimida e subjugada pelos que não são tão iguais. Os líderes da classe dominante. Os porcos, em sentido real – ou metafórico.

A frase de Orwell me veio à mente, mais uma vez, ao observar o modus operandi dos grupos que tentam impor sua visão e disputam o controle do mundo.

Se os que ousam pensar diferente do pensamento da manada, do coletivo, não fazem parte da, digamos, “elite suína”, sofrem imediatamente punições: o “cancelamento”.

Se, por outro lado, os atos, palavras – ou o tal “ódio do bem” – partem de integrantes do grupo “porcino”, se me permitem, há apenas o silêncio.

Não é apenas crueldade – é um método eficiente para que todos os animais continuem iguais.

E para que alguns sejam sempre mais iguais do que os outros.

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