Sobre tudo aquilo que, ao fim, vai permanecer

Foto: a cantora Malinda Kathleen Reese na igreja

Hoje acordei sob o impacto das notícias: aquelas que nos bombardeiam o tempo todo e das quais parece não haver escapatória – nem das notícias, nem dos acontecimentos que elas prenunciam.

Foi quando entrei em um perfil que me apareceu como sugestão de amizade aqui no Facebook. E uma postagem que vi lá me atingiu como a chuva atinge a terra há muito ressequida por uma longa seca, ou como o primeiro raio de sol que realmente aquece, além dos trópicos.

No vídeo da postagem, que deixo no primeiro comentário, uma moça, turista americana, vestida como uma típica viajante, entra em uma igreja espanhola do século 18, a Iglesia de La Encarnacion, em Montefrio, e canta um antigo cântico de anunciação ao Natal, “O Come O Come Emanuel”.

É impossível explicar. Foi como um sussurro de D’us em meu ouvido – se Ele se preocupasse em sussurrar alentos a um nhocunhé como eu. Mas foi.

A chuva na terra gretada, lembram?

A moça cantando um quase esquecido canto, em uma igreja perdida na Espanha, me fez pensar, droga, me fez CRER, reforçou minha CRENÇA absoluta de que algumas coisas permanecerão. Não importa o quanto as forças que habitam os subterrâneos de corações e mentes humanos lutem para implantar seu reino nublado, não importa o quanto o mundo se dilacere, se esgarce, ALGO DE BOM, DE FORTE, DE JUSTO E LIVRE permanecerá.

A moça cantando na igreja foi o sol que dissipou as brumas do inverno que tentam implantar em um mundo que vai sobreviver.

Vejam o vídeo. Ouçam a moça cantando. E recebam.

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