Rocky: não é sobre um filme – é sobre VIDA

Esses dias escrevi um textinho metaforizando entre o fim da pandemia, que parece iminente, e uma luta de Rocky Balboa.

Não foi por acaso. Na série de filmes do lutador criado e interpretado por Sylvester Stallone – cuja própria história, também não por acaso, apresenta várias convergências com Rocky – encontramos preciosas lições que me fazem afirmar, sem medo de parecer piegas: é um dos personagens mais ricos do cinema – e da Vida, por que não?

Rocky Balboa é o clássico exemplo de jornada do herói, aquele mito arquetípico que fala secretamente ao coração e à alma de cada um de nós: o lutador é o herói relutante, que recebe o chamado à missão, encontra seus mentores (o treinador Mickey, primeiro, depois Apollo Creed), ultrapassa os limiares, passa por provações duras, e retorna com a vitória.

Encontramos esse mito em inúmeras histórias e tradições antigas e modernas: está lá, em O Senhor dos Anéis e em Star Wars, em Homem Aranha, Indiana Jones, enfim, praticamente para qualquer lugar para onde se olhe. Mas talvez em nenhum outro lugar essa jornada seja tão cativante quanto na história do lutador.

Porque a trajetória de Rocky Balboa é um pouco a trajetória de cada um de nós: sonhamos, sofremos, levamos golpes duros, caímos, levantamos, apenas para cair de novo, ficar de joelhos e levantar outra vez, e mais uma, e de novo e de novo e de novo – até descobrir que não há nada abaixo da lona do ringue/Vida, e que é melhor tratar de levantar, respirar fundo, enxugar o suor/sangue… e fazer o melhor para derrubar o lutador do outro lado.

Ele é durão pacas, mas nós… ora, bolas, nós somos ROCKY…

E só acaba quando soa o gongo, não é assim?

E o gongo ainda não soou.

Ainda não.

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